Indústria brasileira de tecnologia médica conquista liderança e avança no exterior
Sob nova liderança desde 2023, marca brasileira conquistou 44% do mercado de arcos cirúrgicos e agora projeta ampliar em 30% sua base instalada

A marca Imex Medical nasceu em 2018 com a proposta de combinar tecnologia de alta performance com um modelo de pós-venda estruturado e centrado na experiência do cliente. Desde então, a companhia consolidou uma base instalada com milhares de equipamentos em operação em todo o Brasil e vem ampliando de forma consistente sua presença no setor de diagnóstico por imagem.
Em 2023, a IMX Comércio Indústria e Comércio Ltda. assumiu a condução da marca, sob a liderança de Marcus Fracanela, presidente e CEO. A mudança deu início a uma nova fase, marcada pela ampliação do portfólio, investimentos em tecnologia, reforço da operação e expansão da presença no país.
Três anos depois, alguns números ajudam a medir o resultado desse movimento. Segundo levantamento de mercado divulgados pela empresa, nos primeiros seis meses de 2026, a Imex alcançou 44% do mercado brasileiro de arcos cirúrgicos, equipamentos utilizados durante procedimentos cirúrgicos. Na prática, quase metade da categoria ficou concentrada na marca no período. No segmento de arcos de alta complexidade, a participação chegou a 83%. Em densitometria óssea, foi de 35%.
O desempenho chama atenção sobretudo pelo terreno em que a Imex disputa espaço. O mercado de diagnóstico por imagem é historicamente ocupado por grandes fabricantes internacionais. Nesse ambiente, a marca brasileira passou a ocupar posições de liderança justamente em categorias de alta complexidade tecnológica.
Agora, a próxima meta é crescer novamente. A Imex pretende ampliar sua base instalada em 30% em 2026, acima da média histórica de 19% registrada nos últimos anos.
O que mudou depois de 2023
A virada não veio de uma única aposta. Desde a mudança de comando, a estratégia passou pela construção de uma operação mais ampla: novos produtos, investimento em inovação, expansão comercial e reforço da estrutura que acompanha o cliente depois da venda.
Arcos cirúrgicos: portfólio da IMEX atende desde clínicas e hospitais a centros de saúde de alta complexidade (IMEX/Divulgação)
É uma transformação que ajuda também a reposicionar a própria Imex. Com foco no desenvolvimento de soluções alinhadas às demandas do mercado brasileiro, a Imex Medical vem acelerando a ampliação de seu portfólio com equipamentos que incorporam recursos avançados de automação, protocolos otimizados e ganhos de performance diagnóstica. Hoje, seu portfólio reúne mais de 30 soluções de diagnóstico por imagem.
Há equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, mamografia, densitometria óssea, raios X, ultrassonografia e arcos cirúrgicos. A oferta permite atender desde clínicas menores até hospitais e centros de saúde de alta complexidade.
Nos lançamentos mais recentes, a companhia incorporou recursos como inteligência artificial, automação, interfaces mais intuitivas, maior velocidade e precisão na aquisição das imagens e tecnologias voltadas à redução da exposição do paciente.
O objetivo é aproximar o desempenho oferecido pelos grandes fabricantes internacionais das necessidades específicas do mercado brasileiro.
Da venda do equipamento ao pós-venda
A estratégia ganha importância à medida que a própria base instalada aumenta. Quanto mais equipamentos entram em operação, maior precisa ser a infraestrutura disponível para mantê-los funcionando.
Essa expansão já levou a marca a algumas das principais instituições de ensino e saúde do país. Os equipamentos da Imex estão presentes na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Hospital de Base de Rio Preto, onde são utilizados em exames de alta complexidade, formação de profissionais e pesquisas clínicas.
De hospitais de referência ao SUS
Outra conquista veio do setor público. A Imex foi homologada pelo Ministério da Saúde para fornecer 200 arcos cirúrgicos de alta complexidade ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A homologação amplia a presença da marca em um segmento no qual ela já registra seu maior market share: justamente os arcos cirúrgicos de alta complexidade, categoria em que chegou a 83% de participação no primeiro semestre.
Mais do que aumentar o número de equipamentos instalados, esses contratos funcionam como uma etapa da estratégia de posicionamento da Imex. A marca tenta mostrar que uma companhia brasileira pode disputar categorias tradicionalmente dominadas por multinacionais em critérios que vão da tecnologia ao atendimento.
A próxima fronteira
Depois de reforçar a operação nacional, a próxima etapa está fora do Brasil. A Imex prepara uma expansão pela América Latina, com a intenção de levar aos novos mercados tanto seu portfólio quanto o modelo de operação construído no país. A internacionalização fecha, de certa forma, o primeiro ciclo aberto com a mudança de 2023.
Desde então, vieram a ampliação do portfólio, o reforço do pós-venda, a presença em hospitais de referência, a homologação para fornecimento ao SUS e, sobretudo, a liderança em segmentos relevantes do mercado.
Para a marca, os 44% de participação nos arcos cirúrgicos mostram onde a Imex chegou e a meta de crescer 30% em 2026 mostra para onde pretende ir.
