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InvestMercados
25/09/2026
5 min

Inflação no Brasil e dados de atividade e confiança dos EUA: o que move os mercados

Novas pesquisas entram no radar do mercado em meio à proximidade do 1° turno das eleições e à crescente atenção dos investidores ao cenário eleitoral brasileiro

Inflação no Brasil e dados de atividade e confiança dos EUA: o que move os mercados

Os mercados chegam à sexta-feira com o Ibovespa abaixo dos 184 mil pontos e o dólar acima de R$ 5,19, após uma sessão de queda em que os juros globais, o petróleo e o ambiente externo voltaram a pressionar os ativos.

Para hoje, o principal indicador da agenda doméstica será o IPCA-15 de setembro, enquanto, nos Estados Unidos, investidores acompanham dados de atividade e confiança do consumidor em busca desinais sobre a trajetória dos juros. No exterior, também ficam no radar as falas de uma dirigente do Federal Reserve.

O que acompanhar

Às 9h, o IBGE divulga o IPCA-15 de setembro, considerado uma prévia da inflação oficial. Em agosto, o indicador registrou deflação de 0,40% na comparação mensal e acumulava alta de 4,24% em 12 meses.

O número será acompanhado pelo mercado em um momento em que a inflação segue no centro das discussões sobre a política monetária brasileira. Também pela manhã, às 8h, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o INCC-M de setembro, indicador que acompanha a variação dos custos da construção civil. Em agosto, o índice subiu 0,85%.

No mesmo horário, sai a Sondagem da Construção da FGV, que mede a percepção das empresas do setor sobre as condições atuais e as perspectivas para os próximos meses. O indicador estava em 91,9 pontos em agosto.

Ao longo do dia, a Aneel também deve definir a bandeira tarifária de energia elétrica para outubro. Atualmente, a bandeira é amarela. A CNI divulga ainda os resultados setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).

Nos Estados Unidos, a agenda começa às 9h30, com a divulgação das encomendas de bens duráveis de agosto. O indicador mede a demanda por produtos manufaturados de maior valor e pode ajudar a dar pistas sobre o ritmo da atividade econômica americana. Em setembro, a projeção indicada na agenda é de alta de 1,1% na comparação mensal.

Às 11h, a Universidade de Michigan divulga a leitura de setembro do sentimento do consumidor. Em agosto, o índice ficou em 51,7 pontos. No mesmo horário, saem também as expectativas de inflação dos consumidores americanos. Em agosto, as expectativas eram de alta de 4% para os próximos 12 meses e de 3,3% para o horizonte de cinco anos.

Os dados ganham importância em um mercado que voltou a elevar as apostas sobre a trajetória dos juros americanos. Na sessão de quinta-feira, os rendimentos dos Treasuries subiram e contribuíram para a volatilidade das bolsas de Nova York. O Dow Jones caiu 0,31%, o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq avançou 0,01%.

Às 15h, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, participa de um evento e discursa. Qualquer comentário sobre inflação, atividade ou política monetária pode ser acompanhado pelos investidores, diante da atenção renovada àtrajetória dos juros nos Estados Unidos.

Na Europa, a Alemanha divulga às 3h o índice GfK de confiança do consumidor para outubro. Em setembro, o indicador estava em -26,6 pontos.

Na Espanha, às 4h, o instituto de estatística do país divulga a leitura final do PIB do segundo trimestre. No primeiro trimestre, a economia espanhola havia crescido 0,6% na comparação trimestral e 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os números ajudam a compor o quadro de atividade econômica das principais economias europeias em um momento em que o comportamento dos juros de longo prazo também está no radar dos investidores globais.

O ambiente externo também deve continuar influenciando os negócios na B3. Na quinta-feira, o petróleo voltou a subir com força, embora tenha se afastado das máximas após notícias sobre possíveis conversas entre Estados Unidos e Irã para um acordo envolvendo o Estreito de Ormuz.

O Brent para novembro avançou 3,41%, a US$ 106,60 por barril, enquanto o WTI subiu 2,66%, a US$ 94,61. A alta da commodity, combinada à elevação dos juros dos títulos públicos globais, ajudou a pressionar as bolsas.

No Brasil,o Ibovespa caiu 0,99%, aos 183.965,91 pontos, na segunda queda consecutiva. O dólar à vista subiu 0,48%, a R$ 5,193.

Entre os principais pesos do índice, os bancos foram destaque negativo, enquanto Vale e Petrobras também fecharam em baixa. O movimento ocorre após uma sessão de forte volatilidade em Nova York e em meio à atenção dos investidores ao comportamento dos juros americanos e do petróleo.

Eleições e agenda política

No ambiente político, o Conselho Superior do Ministério Público Federal discute um procedimento que analisa menções do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A agenda eleitoral também traz novas pesquisas. A Quaest deve divulgar levantamentos para governo e Senado no Acre, Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Roraima.

Já a Real Time Big Data prevê pesquisas para governo e Senado no Espírito Santo, Tocantins, Ceará, Pernambuco e Alagoas. Os levantamentos entram no radar do mercado em meio à proximidade do primeiro turno das eleições e à crescente atenção dos investidores ao cenário eleitoral brasileiro.

AutorClara Assunção
FonteExame
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