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Sacre Investimentos
InvestMercados
09/10/2026
4 min

Inflação no Brasil e nos EUA e novas pesquisas eleitorais: o que move os mercados

O destaque da agenda econômica é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, às 9h

Inflação no Brasil e nos EUA e novas pesquisas eleitorais: o que move os mercados

Depois de duas sessões de correção, o Ibovespa voltou a subir nesta quinta-feira, 8, e encerrou o pregão com valorização de 0,94%, aos 206.220 pontos. A alta foi sustentada pelas ações da Petrobras e de empresas domésticas sensíveis aos juros, em meio à expectativa de medidas de ajuste fiscal a partir de 2027. O dólar, por outro lado, fechou em alta de 0,27%, a R$ 5,024.

Agora, os investidores chegam à sexta-feira, 9, com a atenção dividida entre os indicadores de inflação, a política monetária americana e os desdobramentos da corrida presidencial brasileira.

O que acompanhar

Às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, principal indicador de inflação do país. O resultado será acompanhado pelos investidores em busca de sinais sobre o comportamento dos preços e seus possíveis efeitos sobre as expectativas para a política monetária.

Em agosto, o índice registrou deflação de 0,32% na comparação mensal e acumulou alta de 4,22% em 12 meses. O novo resultado ajudará a atualizar o quadro inflacionário brasileiro, relevante para as projeções de juros e para a precificação dos ativos negociados na bolsa.

A agenda do IBGE inclui ainda a divulgação do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, também referente a setembro.

Nos Estados Unidos, os dados da Universidade de Michigan estão entre os principais indicadores da agenda. Às 11h, serão divulgadas as leituras preliminares de outubro para o sentimento do consumidor e as expectativas de inflação.

Em setembro, o índice de sentimento do consumidor ficou em 48,1 pontos. Já as expectativas de inflação estavam em 4,6% para os próximos 12 meses e em 3,4% para os próximos cinco anos.

Os números serão observados em um momento em que as preocupações com a inflação ea trajetória dos juros americanos seguem no radar dos mercados. As expectativas dos consumidores ajudam a avaliar como as famílias percebem a evolução dos preços, enquanto o sentimento oferece uma indicação sobre a confiança em relação à situação econômica.

A leitura também pode repercutir sobre os ativos brasileiros, já que as perspectivas para os juros nos Estados Unidos influenciam a atratividade relativa dos mercados emergentes e os movimentos do dólar.

Às 15h, a presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, discursa em um evento. Os investidores acompanharão suas declarações em busca de sinais sobre a avaliação da autoridade monetária a respeito da inflação e da condução da política de juros.

Pesquisas eleitorais no radar

Além dos indicadores econômicos, a corrida presidencial brasileira deve movimentar as expectativas dos investidores nesta sexta-feira. A campanha para o segundo turno começa oficialmente, com a retomada da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que seguirá até 23 de outubro.

Depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, os primeiros levantamentos sobre a disputa final começam a mostrar como o eleitorado se posiciona para a votação de 25 de outubro. A diferença entre os candidatos no primeiro turno foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

Três institutos têm divulgação de pesquisas prevista para esta sexta-feira. A Vox Brasil entrevistou 2.100 pessoas entre os dias 5 e 7 de outubro, com margem de erro de 2,15 pontos percentuais.

A AtlasIntel ouviu 5 mil brasileiros entre 3 e 8 de outubro, com margem de erro de 1 ponto percentual. Já a pesquisa do Ipespe, que prevê entrevistar 1.500 pessoas entre os dias 6 e 8, tem divulgação prevista para sábado, 10, e margem de erro de 2,6 pontos percentuais.

O resultado das pesquisas será acompanhado em meio àreação positiva da bolsa brasileira às perspectivas de mudanças na política fiscal a partir de 2027. Na sessão de quinta-feira, declarações de Flávio Bolsonaro sobre um pacote de cortes de gastos, chamado de “Tesouraço”, ajudaram a alimentar as expectativas de ajuste nas contas públicas e pressionaram para baixo os juros futuros.

A queda dos juros favoreceu ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito, como Magazine Luiza e Vamos. A Petrobras também contribuiu para a alta do índice, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional.

AutorClara Assunção
FonteExame
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