Inflação nos EUA supera 4% ao ano em meio a crise com Irã

A inflação nos Estados Unidos atingiu 4,2% em 12 meses, segundo o indicador CPI, divulgado nesta quarta-feira, 10. É a primeira vez que o índice supera os 4% desde 2023. O núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, avançou 2,9%.
O CPI vem subindo nos últimos três meses. A alta foi puxada pelo combustível, que subiu 58,9% desde maio de 2025. A gasolina avançou 40,5%, e o preço do galão (3,6 litros) está na média em US$ 4,15.
Também houve fortes altas no preço da carne, 7,6%, e de passagens aéreas (26,7%). Já os ovos tiveram queda de 35,2%.
Os combustíveis ficaram mais caros por causa da alta do preço do petróleo, que disparou no mercado internacional após os EUA e Israel atacarem o Irã, no final de fevereiro. O barril de petróleo saiu do patamar de 60 dólares para mais de 100.
A crise segue sem solução à vista. Nas últimas horas, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, e o presidente americano, Donald Trump, fez mais ameaças ao Irã. Ele afirmou nesta quarta-feira, 10, que o Irã "demorou demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles e agora terão que pagar o preço" em seu perfil na rede Truth Social.
Trump também disse que está "perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes iranianas", de acordo com a Fox News.
Efeito nos juros
A alta na inflação dos EUA pode levar o Fed, banco central americano, a manter as taxas de juros mais elevadas. Hoje, a taxa está na faixa de 3,5% a 3,75%. A próxima reunião do Fed será em 16 e 17 de junho.
Uma taxa maior de juros nos EUA pode ter efeito na taxa Selic do Brasil. Quando os juros sobem nos EUA, os títulos americanos ficam mais atrativos para investidores, que podem tirar dinheiro de mercados como o Brasil. Como resposta, o país pode também manter seus juros mais elevados para compensar esse efeito.
