iPhone dobrável deve demorar para chegar à China
Estoque inicial limitado do "iPhone Ultra" pode levar a lançamento escalonado por região, diz vazador chinês — analista da Bloomberg discorda e não espera atraso relevante

O iPhone dobrável da Apple, apelidado provisoriamente de "iPhone Ultra", pode chegar à China continental mais tarde do que em outros mercados, segundo o chinês Instant Digital, conhecido por vazamentos da empresa.
Em publicação na rede social Weibo (espécie de Twitter chinês), ele afirmou que a Apple tem estoque inicial limitado para seu primeiro dispositivo dobrável e que o lançamento pode ser moldado por alocação regional de unidades.
A alegação segue um relatório recente vindo do Japão, que sugeria que a Apple estava conseguindo produzir apenas algumas centenas de unidades por dia no fim de agosto, por causa dos padrões rígidos de controle de qualidade da empresa.
A companhia teria encomendado cerca de 10 milhões de unidades do dobrável para este ano, mas os testes de durabilidade da dobradiça e da tela estariam demorando mais do que o previsto. O aviso também ecoa um relatório anterior vindo da Austrália, que já sugeria um lançamento escalonado país por país ao longo de vários meses, com disponibilidade inicial limitada ao mercado americano.
Nem todo mundo concorda com esse cenário mais pessimista. Mark Gurman, da Bloomberg, disse que ficaria "muito surpreso" se o iPhone dobrável não saísse ao mesmo tempo que os modelos iPhone 18 Pro, ou "muito próximo" disso.
"Ou na mesma data de lançamento, um lançamento duplo, ou saindo dentro de poucas semanas depois", disse, em entrevista à Tom's Guide. "Essa ideia de um lançamento no fim de outubro, novembro, atrasos massivos, problemas na cadeia de suprimentos — não acredito que seja o caso", acrescentou. Até o momento, porém, ele não comentou especificamente a possibilidade de um lançamento escalonado mercado por mercado, nos moldes do que aconteceu com o Vision Pro em 2024.
O que esperar do evento de amanhã
A Apple confirmou o evento "Surprise and Shine" para esta quarta-feira, 9, às 10h no horário do Pacífico, por volta das 14h em Brasília, — a primeira grande apresentação do novoCEO John Ternus, que assumiu o cargo em 1º de setembro. A companhia não revelou oficialmente nenhum produto, mas rumores da cadeia de fornecedores apontam para o lançamento do iPhone 18 Pro, do iPhone 18 Pro Max e do próprio iPhone dobrável, além de novos modelos de Apple Watch e possíveis atualizações no iPad mini.
Diferentemente de anos anteriores, o iPhone 18 padrão e o mais barato iPhone 18e não devem aparecer no evento — a expectativa é de que cheguem separadamente na primavera do hemisfério norte de 2027, ao lado de uma possível segunda geração do iPhone Air.
Segundo a consultoria TrendForce, os preços dos novos modelos devem subir entre 10% e 20% em relação à geração anterior, por causa do aumento no custo de memória — o iPhone 18 Pro, hoje na faixa de US$ 1.099, poderia chegar a US$ 1.299 ou US$ 1.399.
Já o iPhone dobrável, com design em formato de livro parecido com o do Galaxy Z Fold 8, da Samsung, deve ter tela externa de 5,5 polegadas e tela interna de 7,6 a 7,8 polegadas, estrutura combinando titânio e alumínio, e sensor Touch ID no lugar do tradicional Face ID.
Segundo a TrendForce, o preço inicial deve ficar entre US$ 2.099 e US$ 2.299. A pré-venda dos aparelhos anunciados deve começar em 12 de setembro, com chegada às lojas prevista para 18 de setembro.
