iPhone mais caro do mundo: por que o possível dobrável pode custar uma fortuna?
Rumores apontam preço inicial entre US$ 1.999 e US$ 2.399 para o primeiro iPhone dobrável da Apple, esperado para setembro

Há quase duas décadas, a Apple insiste em uma mesma forma para o iPhone: uma tela de vidro rígida, plana, contida em uma moldura de metal.
Esse formato está prestes a se dobrar ao meio — literalmente. A empresa deve lançar, ainda este ano, seu primeiro iPhone dobrável, e o preço promete acompanhar a ambição do projeto.
Segundo rumores da cadeia de fornecedores, o aparelho pode se tornar o mais caro já vendido pela Apple, com valor inicial estimado entre US$ 1.999 e US$ 2.399 — algo entre R$ 11 mil e R$ 13,3 mil, na cotação atual, antes mesmo de qualquer imposto de importação.
Estimativas do mercado apontam que a carga tributária sobre iPhones importados no país gira em torno de 60% do preço final, somando Imposto de Importação, IPI, ICMS e PIS/Cofins em efeito cascata.
Aplicando esse percentual aos valores em dólar do possível dobrável — e considerando a cotação atual —, o aparelho poderia custar entre R$ 17,6 mil e R$ 21,3 mil no mercado brasileiro, caso a Apple opte por importar o modelo em vez de montá-lo localmente, como faz hoje com parte da linha básica na fábrica da Foxconn em Jundiaí (SP).
Apelidado provisoriamente de "iPhone Fold" ou "iPhone Ultra" — a Apple ainda não revelou o nome oficial —, o aparelho deve chegar ao mercado ao lado dos modelos iPhone 18 Pro e Pro Max, em evento marcado para 9 de setembro.
Por que custa tão caro?
O preço salgado tem explicação técnica. Telas dobráveis exigem um processo de fabricação mais caro e complexo do que telas rígidas convencionais — a estrutura precisa suportar milhares de dobras sem apresentar vincos visíveis, o que encarece tanto o painel quanto a estrutura interna do aparelho.
Segundo rumores, o dobrável da Apple deve ter tela externa de cerca de 5,5 polegadas e tela interna de 7,8 polegadas quando aberto, próxima ao tamanho de um pequeno tablet, com duas câmeras traseiras de 48 megapixels (MP) e sensor de impressão digital Touch ID, em vez do tradicional Face ID.
Outro fator que pesa no preço é a novidade da própria categoria: como esse será o primeiro produto dobrável da história da Apple, a empresa não tem escala de produção consolidada nesse tipo de tela — diferentemente da Samsung, que já lança modelos dobráveis há anos e consegue diluir melhor os custos de fabricação entre gerações.
Produção ainda limitada
Segundo o analista Ming-Chi Kuo, referência em vazamentos da cadeia de fornecedores da Apple, a empresa deve embarcar entre 3 milhões e 5 milhões de unidades do dobrável ainda em 2026 — volume relativamente pequeno perto dos mais de 200 milhões de iPhones vendidos anualmente pela empresa em toda a linha.
A expectativa é de que a produção salte para cerca de 20 milhões de unidades em 2027, já contando com uma possível segunda geração do aparelho.
Resta saber se o mercado vai pagar o preço de um notebook por um smartphone que dobra ao meio — mas, historicamente, quando a Apple decide entrar em uma nova categoria, ela raramente entra devagar.
