Irã diz ter destruído o principal centro de dados da Amazon no Bahrein

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), força militar do Irã, afirmou nesta terça-feira, 21, que sua Força Aeroespacial atingiu e "destruiu" a infraestrutura central de dados da Amazon no Bahrein, com o uso de vários mísseis de cruzeiro, segundo o site Euronews.
Em comunicado de seu escritório de relações públicas, a corporação afirmou ainda que sistemas de defesa aérea e instalações de radar dos Estados Unidos nas áreas bareinitas de Muharraq e Riffa também foram alvos do ataque.
Autoridades do Bahrein e dos Estados Unidos, assim como a Amazon, não responderam à alegação até a publicação desta reportagem. Não há confirmação independente de que os alvos tenham sido atingidos nem avaliação dos danos.
O contexto do ataque
Os disparos relatados ocorrem no décimo dia consecutivo de confrontos militares diretos entre Irã e Estados Unidos, apesar dos esforços diplomáticos e da troca de mensagens entre os dois lados.
À medida que os Estados Unidos intensificaram os ataques contra a infraestrutura iraniana, Teerã passou a advertir que, se as ofensivas continuassem, atacaria instalações em países da região colocadas à disposição das forças americanas ou por elas utilizadas.
O presidente Donald Trump prometeu fazer o Irã pagar "muitas vezes mais" pelas mortes recentes de três soldados americanos na Jordânia e no Iraque.
A justificativa iraniana
No mesmo comunicado, o IRGC afirmou que a ação foi uma resposta ao que descreveu como a agressão militar americana, no dia anterior, contra instalações civis em construção em Darkhovin.
Em paralelo, a Missão Permanente do Irã junto às Organizações Internacionais em Viena divulgou nota pedindo que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenem o ataque à usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção.
A AIEA informou que analisa os relatos, mas ainda não apresentou avaliação independente sobre o episódio.
