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Mundo
31/05/2026
3 min

Irã exige garantias dos EUA para avançar em acordo sobre guerra

Irã exige garantias dos EUA para avançar em acordo sobre guerra

O Irã afirmou neste domingo, 31, que não aceitará um acordo com os Estados Unidos sem garantias de que os interesses do país serão respeitados. A declaração ocorre em meio às negociações para encerrar formalmente o conflito no Oriente Médio e reduzir as tensões na região.

Teerã condicionou qualquer entendimento com Washington ao reconhecimento de seus direitos e afirmou não confiar nas promessas feitas pelo governo americano durante as negociações.

A posição foi expressa por Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, em pronunciamento transmitido pela televisão estatal. Segundo ele, o governo iraniano não aprovará nenhum acordo antes de receber garantias consideradas satisfatórias.

Nos últimos dias, os dois países sinalizaram avanços nas conversas. No entanto, o jornal The New York Times informou no sábado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma nova proposta a Teerã com termos mais rígidos para um possível acordo.

Entre as exigências iranianas estão o desbloqueio de US$ 12 bilhões em ativos congelados e a inclusão do Líbano em um eventual acordo regional.

Apesar das negociações, permanecem divergências em temas considerados centrais. O governo americano insiste que o principal objetivo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás.

Trump afirmou que sua principal exigência é a garantia de que o Irã não terá capacidade de produzir armas nucleares.

O governo iraniano, por sua vez, rejeita declarações americanas sobre a destruição de suas reservas de urânio enriquecido e considera as acusações sem fundamento.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que não tem pressa para concluir as negociações e indicou que Washington avalia diferentes caminhos para alcançar seus objetivos na região.

Tensão militar persiste apesar das negociações

Embora um cessar-fogo tenha reduzido os confrontos diretos entre as partes, episódios de violência continuam sendo registrados.

No sábado, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter derrubado um drone militar americano que se aproximava de suas águas territoriais. O governo dos Estados Unidos não confirmou o incidente.

Os confrontos mais intensos desde a trégua ocorreram no início da semana, após ataques americanos ao porto iraniano de Bandar Abbas, seguidos por uma resposta militar de Teerã.

As negociações também esbarram em divergências sobre o controle do Estreito de Ormuz. Enquanto Trump afirmou que o Irã teria concordado em não impor restrições à navegação na região, autoridades iranianas negaram qualquer compromisso nesse sentido.

O Parlamento iraniano discute ainda medidas para reforçar a gestão e a soberania do país sobre a passagem marítima, considerada estratégica para o comércio internacional de energia.

Outro ponto de impasse é a situação do Líbano, que Teerã pretende incluir em qualquer acordo mais amplo com os Estados Unidos.

Enquanto isso, os combates seguem no território libanês. As forças de Israel anunciaram neste domingo a tomada da fortaleza de Beaufort, no sul do país, em mais uma etapa da ofensiva contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as operações militares continuarão e classificou o avanço como um ponto de inflexão na campanha.

Diante da escalada do conflito, a França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. O governo francês afirmou reconhecer o direito de Israel à autodefesa, mas criticou a ampliação das operações militares e da presença israelense em território libanês.

AutorEFE
FonteExame
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