Irã prevê 'mais uma derrota' para os EUA após novas sanções
Ministro da Economia iraniano afirma ter plano de dois anos para enfrentar medidas do governo americano

O ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, afirmou nesta segunda-feira, 24, que o país tem um “plano de dois anos” para enfrentar as novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos e prevê “mais uma derrota” para Washington.
“Os Estados Unidos fizeram tudo o que podiam para testar a determinação do povo iraniano e dos líderes do país, mas fracassaram todas as vezes. Parece que queriam sofrer mais uma derrota”, declarou Madanizadeh à televisão estatal.
As novas medidas foram anunciadas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que afirmou que o governo americano pretende promover uma “asfixia econômica” do Irã e alertou para consequências graves a países e entidades que não aderirem à campanha.
Segundo Bessent, o objetivo é cortar as fontes de sustentação econômica do governo iraniano até deixar Teerã “completamente isolada”.
O Departamento do Tesouro informou que adotou medidas contra cinco setores considerados críticos: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.
Washington também pretende impedir o acesso ao sistema do dólar americano de entidades envolvidas na lavagem de dinheiro em nome do Irã. “Qualquer entidade que facilitar a lavagem de dinheiro em nome do Irã será excluída do sistema do dólar americano”, afirmou Bessent.
Questionado sobre a possibilidade de bancos chineses que mantêm operações com o Irã serem atingidos pelas medidas,o secretário respondeu que “ninguém está fora do alcance das sanções americanas”.
As novas medidas acontecem quase seis meses após o início da guerra contra Teerã, que permanece em um impasse, com as negociações de paz paralisadas. O Irã também bloqueia a maior parte do tráfego peloEstreito de Ormuz, rota considerada crucial para o comércio de hidrocarbonetos.
Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro, com uma onda de bombardeios contra o Irã, seguida por represálias iranianas em diferentes pontos da região.
(Com informações da AFP)
