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Sacre Investimentos
EmpresasACS
30/10/2026
2 min

Irani (RANI3) surpreende XP e Itaú BBA no 3T26 com recorde em papelão ondulado

A Irani (RANI3) apresentou resultados acima das expectativas dos analistas no terceiro trimestre de 2026 (3T26), impulsionada pelo avanço das vendas de caixas de papelão ondulado e ganhos de participação de mercado. O desempenho compensou a pressão dos maiores custos de aparas de papel reciclado (OCC) e a queda nos embarques de papel para embalagens. […]

Irani (RANI3) surpreende XP e Itaú BBA no 3T26 com recorde em papelão ondulado

A Irani (RANI3) apresentou resultados acima das expectativas dos analistas no terceiro trimestre de 2026 (3T26), impulsionada pelo avanço das vendas de caixas de papelão ondulado e ganhos de participação de mercado. O desempenho compensou a pressão dos maiores custos de aparas de papel reciclado (OCC) e a queda nos embarques de papel para embalagens.

XP Investimentos e Itaú BBA mantiveram recomendação de compra para as ações da companhia. A XP estabeleceu preço-alvo de R$ 10, enquanto o Itaú BBA tem preço-alvo de R$ 13.

A companhia registrou Ebitda ajustado de R$ 152 milhões, alta de 16% na comparação trimestral e de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi um recorde trimestral e superou em 9% as estimativas da XP e em 3% as do Itaú BBA. A margem Ebitda alcançou 33,3%.



O principal destaque foi o segmento de papelão ondulado, cujos volumes de vendas somaram 47,7 mil toneladas, avanço de aproximadamente 8% frente ao segundo trimestre. O crescimento foi o dobro do registrado pelo mercado brasileiro, de 4%, segundo dados da Empapel. Com isso, a participação de mercado da Irani chegou a 4,3%, ante 4,1% no trimestre anterior e 3,8% no 3T25.

Já as vendas de papel para embalagens recuaram 1,6%, para 31,5 mil toneladas, diante da priorização de transferências internas para abastecer a produção de papelão ondulado. Apesar da alta de 7% a 9% nos preços das aparas de papel reciclado (OCC, na sigla em inglês), a maior diluição dos custos fixos e a ausência do impacto da parada da TG#4, turbina geradora de energia da companhia, registrada no trimestre anterior, contribuíram para a expansão dos resultados.

A alavancagem financeira também apresentou melhora, com a relação entre dívida líquida e Ebitda recuando de 2,07 vezes para 1,89 vez. A dívida líquida encerrou setembro em R$ 992 milhões. Para a XP, os volumes mais fortes e os ganhos contínuos de participação de mercado reforçam a perspectiva positiva para a companhia, enquanto o Itaú BBA destacou o recorde operacional e a melhora da estrutura financeira.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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