Irani (RANI3) vê lucro encolher 70,3%, a R$ 30,9 milhões, no 2T26; confira os números
A Irani (RANI3) reportou lucro líquido, considerando a operação continuada e descontinuada, de R$ 30,9 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 70,3% na comparação com o mesmo período em 2025, mostra relatório de resultados divulgado ao mercado nesta sexta-feira (31). O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que […]

A Irani (RANI3) reportou lucro líquido, considerando a operação continuada e descontinuada, de R$ 30,9 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 70,3% na comparação com o mesmo período em 2025, mostra relatório de resultados divulgado ao mercado nesta sexta-feira (31).
O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, foi de R$ 131,6 milhões no período, um avanço de 8,2% na comparação anual. Já a margem Ebitda ajustada avançou 1,9 ponto percentual na mesma janela de tempo, para 30,5%.
A receita líquida de vendas, considerando operação continuada, totalizou R$ 431,9 milhões no período de abril a junho, uma variação positiva de 4,4% no ano.
A maior parte vem do mercado interno, que somou R$ 397 milhões em receita, um avanço de 7,5% na comparação anual. Já o mercado externo contribuiu com R$ 34,8 milhões, uma contração de 21,6% ante o segundo trimestre de 2025.
“O desempenho reflete o maior volume de vendas nos segmentos de Embalagens Sustentáveis (Papelão Ondulado) e Papel para Embalagens Sustentáveis (Papel), mesmo em um cenário de menor dólar médio no período, que influenciou a receita com vendas de papéis flexíveis na comparação com o trimestre anterior e com o mesmo período do ano anterior”, diz a empresa sobre a receita.
A dívida líquida da Irani subiu recuou 6,3% no segundo trimestre de 2026, quando comparada com o mesmo período de 2025, para R$ 1,07 bilhão. A alavancagem da companhia, medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda, recuou de 2,30 vezes para 2,07 vezes.
O que diz a Irani
A Irani afirma no relatório que o segundo trimestre de 2026 foi marcado pela normalização operacional da companhia após as paradas programadas realizadas no trimestre anterior.
Com isso, a produção total de papéis para embalagens sustentáveis no trimestre (flexíveis + rígidos) teve crescimento de 5,3% frente ao 2T25, atingindo o maior patamar trimestral histórico.
“Os resultados refletem a evolução da produção da Máquina de Papel 05 (MP#5), principal etapa do Projeto Gaia XI, com a captura gradual e crescente dos ganhos de produtividade e eficiência previstos (curva de ramp up)”, diz a Irani.
A companhia diz seguir confiante na execução da estratégia de longo prazo, combinando crescimento disciplinado, eficiência operacional e alocação responsável de capital para ampliar a geração de valor aos acionistas.
Receba gratuitamente as newsletters do Money Times
