IRB Brasil (IRBR3) prevê efeito em ativos fiscais após lei que reduz tributos do setor
O IRB Brasil (IRBR3) informou nesta terça-feira, (29) que foi sancionada a Lei nº 15.525/2026, originada do Projeto de Lei nº 3.540/2026, com mudanças na tributação aplicável às resseguradoras locais. A companhia afirmou que a nova regra busca fortalecer o mercado de resseguros brasileiro e ampliar sua competitividade. Entre os principais pontos, a lei reduz […]

O IRB Brasil (IRBR3) informou nesta terça-feira, (29) que foi sancionada a Lei nº 15.525/2026, originada do Projeto de Lei nº 3.540/2026, com mudanças na tributação aplicável às resseguradoras locais. A companhia afirmou que a nova regra busca fortalecer o mercado de resseguros brasileiro e ampliar sua competitividade.
Entre os principais pontos, a lei reduz a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 9% a partir de 1º de janeiro de 2027.
O texto também altera as regras de compensação de prejuízos fiscais e de bases negativas da CSLL para resseguradoras locais. Os limites de 30% previstos nas Leis nº 8.981/95 e nº 9.065/95 não se aplicam aos prejuízos e às bases negativas que não tenham sido integralmente compensados no prazo de três anos contados de sua apuração.
A nova regra vale inclusive para prejuízos e bases negativas apurados antes da publicação da lei, desde que ainda não tenham sido integralmente compensados.
Além disso, a legislação prevê redução da alíquota do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) de 25% para 15% a partir de 1º de janeiro de 2030.
Diante da redução das alíquotas tributárias, a resseguradoa afirmou que poderá registrar em suas demonstrações financeiras um efeito contábil não recorrente pela reavaliação de seus ativos fiscais diferidos (DTAs), ligados à CSLL e ao IRPJ.
Segundo o IRB, essa reavaliação pode levar a uma baixa contábil parcial desses ativos, sem impacto no caixa e nos indicadores de solvência.
Hora de colocar IRB na carteira?
O Citi avalia que há 12 catalisadores positivos para o IRB a partir de 2027 que podem sustentar crescimento dos prêmios, expansão dos resultados, geração de caixa e retorno aos acionistas.
Refletindo essas oportunidades, o banco recentemente elevou as estimativas da companhia para os próximos anos, resultando em um aumento do preço-alvo para R$ 74 por ação, ante R$ 64 anteriormente, o que representa um potencial de valorização de 19,4%.
“O interesse dos investidores pela companhia continua aumentando, especialmente nas últimas semanas, à medida que o IRB oferece uma combinação de fundamentos em melhora e valuation atrativo. Continuamos identificando um potencial significativo de valorização e, portanto, reiteramos nossa recomendação de compra“, detalha o banco.
- Leia mais: É hora de colocar na carteira? Citi vê 12 gatilhos que podem impulsionar a IRB (IRBR3) – Money Times
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