IRB (IRBR3) recebe indicação da União para o conselho de administração; veja o que muda
O IRB (IRBR3) recebeu da União, enquanto titular da golden share da companhia, a indicação de Debora Freire Cardoso para o cargo de suplente do presidente do conselho de administração da companhia. Por possuir uma golden share, a União possui uma “ação especial” que concede direitos diferenciados em relação aos demais acionistas, normalmente relacionados a […]

O IRB (IRBR3) recebeu da União, enquanto titular da golden share da companhia, a indicação de Debora Freire Cardoso para o cargo de suplente do presidente do conselho de administração da companhia.
Por possuir uma golden share, a União possui uma “ação especial” que concede direitos diferenciados em relação aos demais acionistas, normalmente relacionados a poderes de veto ou de aprovação sobre determinadas decisões estratégicas da companhia.
De acordo com o comunicado divulgado na noite de sexta-feira (8), devido à indicação, Jorge Lauriano Nicolai Sant’Anna comunicou sua renúncia ao cargo.
“A companhia adotará oportunamente os procedimentos visando à eleição da Sra. Debora Freire Cardoso para o referido cargo, tão logo seja concluído o processo de consulta prévia perante a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP)”, diz o IRB.
Cardoso é atualmente Secretária da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. É Doutora em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com estágio na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC).
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IRB tem vitória no Senado
O IRB (IRBR3) ganhou um potencial catalisador com a aprovação do Projeto de Lei (PL) 3.540/2026 pelo Senado, que agora segue para sanção presidencial. O JP Morganespera aprovação do poder executivo e vê a resseguradora e outros nomes do setor com potencial para se beneficiar.
A aprovação promove três mudanças importantes para a indústria local de resseguros: a remoção do limite de 30% para utilização de ativos fiscais diferidos (DTA); redução da alíquota da CSLL de 15% para 9%, a partir de 2027; e remoção da alíquota adicional de 10 pontos percentuais do IRPJ, reduzindo-a de 25% para 15%, a partir de 2030.
“Em outras palavras, a alíquota de imposto corporativo poderia cair de 40% para 24%, enquanto a remoção do limite para consumo de DTA também seria altamente positiva, considerando o saldo existente de aproximadamente R$ 2 bilhões do IRB”, dizem os analistas do banco gringo.
Com isso, o banco estima um potencial ganho de aproximadamente 22% no valor presente líquido (VPL) para o IRB decorrente dessas mudanças.
Para os analistas, isso deve gerar um ciclo positivo para o IRB, tendo em vista que impostos menores devem impulsionar uma revisão para cima dos resultados contábeis de cerca de 7% em 2027 e o consumo mais rápido de DTA deve elevar a solvência e ampliar o espaço para um aumento na distribuição de proventos.
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