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15/07/2026
4 min

ISA Energia (ISAE4) lança oferta que pode movimentar R$ 1,3 bilhão para pagar conta da Axia e fortalecer caixa

Depois que a Engie (EGIE3) movimentou o mercado ao arrecadar R$ 8,4 bilhões em oferta de ações, chegou a vez de outra empresa de energia elétrica buscar seu follow-on. A ISA Energia (ISAE4) informou ao mercado, nesta quarta-feira (15), que protocolou um pedido de oferta pública de distribuição primária de ações.

Parte do objetivo é pagar uma conta para a Axia Energia (AXIA3), depois de uma troca de participações em dois ativos.

O objetivo é lançar até 44,4 milhões de ações preferenciais, o que pode movimentar cerca de R$ 1,3 bilhão, considerando o preço do último fechamento, de R$ 29,25.

A companhia emitirá inicialmente 22,2 milhões de novas ações preferenciais (PN), podendo aumentar essa quantidade em até 100%, chegando a 44,4 milhões ações, caso a demanda dos investidores seja forte.

Entenda os detalhes da operação da ISA Energia

O dinheiro arrecadado com a venda dessas ações vai para o caixa da companhia, já que é uma oferta primária. A operação está condicionada à aprovação do aumento do capital autorizado pela assembleia dos acionistas.

A companhia já havia mencionado a intenção de reforçar seu caixa com um follow-on no começo do mês e havia contratado o BTG Pactual Investment Banking como assessor financeiro

Parte dessas ações já tem destino. A ISA Capital do Brasil, controladora da transmissora, manifestou a intenção de manter sua participação, sem diluição. Assim, ela deve subscrever e integralizar ações em montante correspondente à, no máximo, sua participação acionária na companhia, atualmente de 35,81% do capital social.

O preço por ação será fixado no dia 23 de julho, após o chamado bookbuilding, processo em que os bancos coordenadores consultam investidores para medir a demanda e quanto eles estão dispostos a pagar pelas ações. Já a negociação dessas ações deve começar no dia 27 deste mês.

Os acionistas que já possuíam ações da empresa nas datas de corte terão o direito de comprar parte das novas ações antes dos demais investidores, podendo manter a participação acionária e evitar diluição.

A operação é coordenada por BTG Pactual (coordenador líder), Bank of America, Bradesco BBI e Itaú BBA.

As ações estão em queda no pregão de hoje. Por volta de 14h (horário de Brasília), ISAE4 operava entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV), com recuo de 2,32%, cotada a R$ 28,28.

Objetivo do dinheiro para a ISA Energia

De acordo com a ISA Energia, os recursos líquidos da oferta serão destinados principalmente para o pagamento da Axia Energia (AXIA3).

Em março, a ISA Energia adquiriu os 49% que ainda não detinha na Interligação Elétrica do Madeira, passando a controlar 100% do ativo, e vendeu sua participação de 51% na Interligação Elétrica Garanhuns para a Axia Energia Nordeste, que passou a deter 100% desse ativo.

Ao final das transações, a ISA Energia terá 100% do Linhão do Madeira, e a AXIA será a única dona da IE Garanhuns. Mas, com esse descruzamento de ativos, a conta sobrou para a ISA, que deverá fazer um pagamento de R$1,17 bilhão, já que o sistema de Madeira tem um valor maior que o de Garanhuns.

Os recursos também poderão ser utilizados para acelerar investimentos em projetos de reforços e melhorias da rede, com o intuito de aumentar a geração de valor nas próximas revisões tarifárias.

“As condições precedentes da operação, incluindo as anuências da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e de determinados credores, encontram-se satisfeitas, pendentes os trâmites usuais para o fechamento deste tipo de operação”, diz a ISA Energia.

A companhia de energia elétrica tem uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para 24 de julho. Na reunião, os acionistas votarão uma série de mudanças no estatuto que ampliam a flexibilidade da companhia para acessar o mercado de capitais.

A principal delas é o aumento do capital autorizado de R$ 5 bilhões para R$ 12 bilhões. Isso permite que o Conselho de Administração aprove futuros aumentos de capital sem precisar convocar uma nova assembleia, desde que respeitado esse limite.

Com Money Times

AutorSeu Dinheiro
FonteSeu Dinheiro
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