Israel afirma ter matado comandante do Hamas em nova operação em Gaza
As Forças de Defesa de Israel afirmam que Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen, do braço de elite Nukhba, participava de ataques contra israelenses

RESUMO +
Israel afirmou ter matado Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen, apontado como comandante da unidade Nukhba, braço de elite do Hamas, durante uma operação na Faixa de Gaza. O Exército israelense também informou a morte de outro integrante do grupo. A ação ocorre em meio à continuidade dos confrontos no território, apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram nesta sexta-feira, 25, ter matado Ibrahim Fawzi Ismail Mohsen, apontado como comandante de um pelotão da Nukhba, braço de elite do Hamas, num ataque no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza. Segundo o Exército israelense, outro integrante do braço armado do grupo, Mohammed Kamel Suleiman Mohsen, foi morto em ação separada, em Khan Younis, no sul do território.
As FDI afirmam que os dois atuavam em ataques contra soldados israelenses e civis, e trabalhavam para reconstruir a capacidade militar do Hamas, em violação sistemática do cessar-fogo em vigor. A operação ocorre em meio à continuidade de confrontos em Gaza, apesar da trégua mediada pelos Estados Unidos, que completa quase um ano em outubro. O Ministério da Saúde do território palestino afirma que ataques e ações militares seguem deixando mortos diariamente.
No mesmo dia, Israel já havia anunciado a morte de outros dois integrantes do Hamas, um deles apontado pelo Exército como participante do ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início ao conflito atual, e envolvido na manutenção de reféns em Gaza.
Divergência sobre o número de vítimas
Autoridades palestinas afirmam que os ataques israelenses recentes deixaram mais vítimas do que as divulgadas por Israel. Segundo informações da Al Jazeera e da Associated Press, sete palestinos morreram em 48 horas, incluindo civis. Não há confirmação independente de que todos os mortos fossem integrantes do Hamas.
Além da operação militar, o Hamas criticou neste sábado, 26, a decisão do Conselho de Paz para Gaza, criado pelo presidente americano Donald Trumppara participar das negociações sobre o futuro do território, de não incluir a Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA) entre as organizações envolvidas.
O grupo afirmou que a exclusão prejudica a ajuda humanitária à população local. O Conselho de Paz, por sua vez, disse que pretende trabalhar apenas com organizações consideradas confiáveis e alinhadas ao processo de desradicalização da região.
