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Mundo
05/06/2026
3 min

Israel bombardeia o sul do Líbano após Hezbollah rejeitar trégua mediada pelos EUA

Israel bombardeia o sul do Líbano após Hezbollah rejeitar trégua mediada pelos EUA

Apesar do anúncio recente de uma trégua costurada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, as forças militares de Israel realizaram intensos bombardeios contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano, durante a noite desta quinta-feira, 4.

No total dos ataques, sete pessoas morreram e 12 ficaram feridas.

De acordo com fontes da Defesa Civil libanesa, um dos mísseis enviados por Israel explodiu nas imediações do Hospital Jabal Amel, um dos principais centros médicos da região. Quatro cidadãos morreram e sete ficaram feridos. Danos estruturais na unidade de saúde se acumularam e pulverizaram uma agência bancária vizinha.

O segundo ataque atingiu um quarteirão residencial. Três moradores morreram e cinco pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram um comunicado oficial e confirmaram que os alvos eram posições estratégicas do grupo extremista Hezbollah. As operações se concentraram em três localidades situadas ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da linha de fronteira, acompanhadas de ordens expressas de evacuação para a população civil local, segundo a FDI.

Hezbollah rechaça termos e promete manter resistência

O recrudescimento das ações militares ocorre poucas horas após o líder máximo do Hezbollah, Naim Qassem, vir a público para rejeitar os termos do cessar-fogo desenhado em Washington.

Em um pronunciamento incisivo, o chefe do grupo classificou as tratativas diplomáticas com o governo israelense como "vergonhosas". "Só nos importamos com um cessar-fogo completo e a retirada de Israel do sul. Enquanto Israel estiver no Líbano, a resistência continuará. Enquanto aldeias libanesas forem bombardeadas e pessoas forem mortas, o norte de Israel não estará seguro", sentenciou Qassem.

O posicionamento joga por terra a estabilidade do acordo bilateral que havia sido dado como certo pela diplomacia norte-americana na última quarta-feira.

Proposta de recuo simultâneo no Parlamento

Na manhã desta sexta-feira, 5, o presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri — que atua como um importante aliado político do Hezbollah —, tentou estabelecer um novo contraponto diplomático. Berri afirmou por meio de nota oficial que o governo libanês aceitaria retirar os combatentes do grupo extremista da região sul do país, desde que as tropas terrestres israelenses realizassem uma desocupação simultânea e integral do território libanês que atualmente controlam.

O parlamentar criticou duramente o desenho do acordo proposto pelos mediadores americanos, rotulando-o como injusto. Na visão de Berri, qualquer resolução real para a crise exige a imposição de um "cessar-fogo incondicional e total por vias terrestre, marítima e aérea".

O balanço humano do confronto revela o tamanho do drama humanitário na região. Desde o início das hostilidades, em 2 de março, os bombardeios israelenses em solo libanês já provocaram 3.526 mortes e forçaram o deslocamento de mais de um milhão de refugiados internos. Do lado israelense, a contabilidade oficial aponta a perda de 27 soldados e de um trabalhador civil em decorrência dos combates em solo libanês.

(Com Agência O Globo)

AutorDa redação, com agências
FonteExame
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