Israel controlará 70% de Gaza, diz Netanyahu ao ampliar pressão sobre o Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 7, que as forças israelenses deverão controlar em breve cerca de 70% da Faixa de Gaza. A declaração ocorre poucos dias antes de o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos completar oito meses.
Segundo Netanyahu, Israel já controla mais de 60% do território palestino e continua ampliando sua presença militar no enclave.
"Atualmente controlamos mais de 60% da Faixa de Gaza e em breve chegaremos a 70%", disse o premiê durante reunião de governo, de acordo com informações divulgadas por seu gabinete.
A declaração contrasta com os termos do acordo de trégua firmado em outubro de 2025. O entendimento previa que Israel manteria controle sobre uma área correspondente a cerca de 53% do território de Gaza, delimitada pela chamada "linha amarela".
Nos últimos meses, porém, o Exército israelense expandiu sua área de atuação por meio da criação de uma nova zona militar, conhecida como "linha laranja", ampliando o território sob coordenação israelense.
Netanyahu afirmou que as operações têm como objetivo enfraquecer o Hamas e impedir que o grupo volte a se reorganizar militarmente.
"Não permitimos que eles se armem nem nos ataquem, e também estamos eliminando seus altos comandantes", declarou.
A ampliação do controle territorial ocorre em meio à deterioração das condições humanitárias na Faixa de Gaza. Organizações internacionais alertam que cerca de dois milhões de palestinos vivem em áreas cada vez mais restritas, pressionados pelo avanço das tropas israelenses e pela escassez de recursos básicos.
Tensão também no Líbano
Durante a reunião, Netanyahu também comentou a situação no sul do Líbano, onde Israel segue realizando operações militares contra o Hezbollah apesar do cessar-fogo anunciado nesta semana entre os governos dos dois países.
Segundo o premiê, as forças israelenses continuam atacando posições que atribuem ao grupo xiita e avançando sobre localidades próximas à fronteira.
"Estamos completando a eliminação das aldeias terroristas próximas à fronteira. Estamos atacando-as com contundência e sabemos que o Hezbollah está em retirada", afirmou.
As hostilidades persistem mesmo após o anúncio da nova trégua, já que o Hezbollah não participou diretamente do acordo firmado entre Israel e o governo libanês.
(Com informações da EFE)
