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Mundo
03/08/2026
2 min

Israel mantém ataques em Gaza e contesta plano de Trump aceito pelo Hamas

Governo Netanyahu diz que versão divulgada do acordo não reflete posições de Israel

Israel mantém ataques em Gaza e contesta plano de Trump aceito pelo Hamas

O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira, 3, que apresentou aos Estados Unidos suas ressalvas ao plano para encerrar a guerra na Faixa de Gaza proposto pelo presidente americano, Donald Trump.

A manifestação ocorre dias após o Hamas anunciar que aceitou o desarmamento previsto na proposta, enquanto os bombardeios israelenses no território continuam.

Segundo o porta-voz do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Doron Spielman, a versão do plano divulgada publicamente não representa a posição oficial de Israel. O governo israelense defende que qualquer acordo dependa de uma desmilitarização completa, verificável e irreversível do Hamas.

Na sexta-feira, o Hamas informou queaceitaria entregar suas armas conforme previsto no plano apresentado por Trump, que também prevê uma retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza.

Israel, porém, afirma que serviços de inteligência identificaram esforços do grupo para se rearmar e recrutar novos integrantes desde o cessar-fogo anunciado em outubro de 2025.

Por esse motivo, o governo israelense sustenta que não retirará suas tropas do território sem comprovação de que o desarmamento foi efetivamente concluído.

"O primeiro passo indispensável para qualquer acordo duradouro é a desmilitarização real, verificável e irreversível do Hamas", afirmou o porta-voz Doron Spielman.

Bombardeios continuam na Faixa de Gaza

Apesar da redução dos confrontos após a trégua anunciada no ano passado, Israel manteve operações militares na Faixa de Gaza, alegando que os ataques têm como alvo integrantes e estruturas do Hamas.

Fontes locais informaram que ao menos 19 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em bombardeios realizados desde domingo.

Segundo as autoridades de Gaza, mais de 1.200 palestinos morreram desde a entrada em vigor do cessar-fogo. O Exército israelense afirma ter perdido cinco soldados e um civil no mesmo período.

Trump classificou sua proposta como um marco para encerrar o conflito iniciado após o ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, e afirmou que Israel estava satisfeito com os avanços das negociações.

O governo Netanyahu argumenta que o Hamas continua representando uma ameaça à segurança israelense e afirma que qualquer acordo que não elimine sua capacidade militar poderá permitir novos ataques semelhantes aos de outubro de 2023.

*Com AFP

AutorEstela Marconi
FonteExame
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