Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Mundo
20/10/2026
3 min

Itália autoriza prisão de adolescentes de 14 anos em protestos após violência nas ruas

Jovens de 14 anos poderão ser detidos se houver evidências de que representam perigo durante manifestações contra o alto custo de vida no país

Itália autoriza prisão de adolescentes de 14 anos em protestos após violência nas ruas
RESUMO +

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, confirmou nesta terça-feira, 20, que a polícia italiana poderá deter jovens de 14 a 17 anos em manifestações, mesmo sem crime, caso haja evidências de perigo. O governo italiano também anunciou novas penas contra a violência em protestos e o envio de 500 militares a Milão.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, confirmou nesta terça-feira, 20, que a polícia do país poderá prender jovens de até 14 anos nas manifestações que têm terminado em violência e depredação em cidades do país, nos últimos dias.

Ao se referir aos protestos do último fim de semana, Meloni apontou que, além das "faixas antagônicas de sempre", participaram centenas de jovens, muitos deles menores de idade.

"Não há nada de revolucionário em devastar e roubar. Devastar e roubar não é protesto, é criminalidade, e a resposta do Estado deve ser firme", afirmou.

Com as medidas anunciadas, a polícia poderá deter jovens de 14 a 17 anos, ainda que não tenham cometido crimes, se houver evidências de que representam perigo.

"Espero que os crimes cometidos sejam perseguidos com rapidez e que todas as normas à disposição, incluindo as dos recentes decretos de segurança, sejam aplicadas com rigor", frisou.

Meloni destacou que o menor dos identificados tinha 11 anos, uma circunstância que, segundo afirmou, "dói e dá medo".

Mobilização militar

O governo da Itália autorizou também nesta terça, 20, reforçar com mais 500 militares o esquema de segurança pública em Milão após as cenas de violência e depredação nos protestos do último fim de semana contra o aumento do custo de vida, informou a primeira-ministra do país, Giorgia Meloni.

Os militares permanecerão à disposição até 31 de dezembro para colaborar no controle do território e na manutenção da segurança pública.

Meloni definiu como "inaceitáveis" as cenas vividas nos protestos apoiados pela esquerda, que tiveram saldo de cerca de 200 agentes da lei feridos e danos materiais que apenas em Milão chegam a quase 1 milhão de euros.

Manifestante chuta lata de gás lacrimogêneo durante confronto com a polícia em Milão, na Itália

Manifestante chuta lata de gás lacrimogêneo durante confronto com a polícia em Milão, na Itália (Piero Cruciatti/AFP)

Segundo dados oficiais, as forças de ordem detiveram ou identificaram 330 pessoas, metade delas de origem estrangeira.

O novo contingente reforçará a operação Ruas Seguras, uma iniciativa implementada em 2008 que mantém cerca de 5 mil militares do Exército atuando em algumas áreas do país para garantir a ordem pública.

Medidas para combater violência

Devido à onda de violência nos protestos, o governo Meloni anunciou um pacote de medidas com o objetivo de tornar mais rígida a legislação de segurança pública.

O pacote inclui a criação do crime de participação violenta em uma manifestação, que contempla penas de até cinco anos de prisão e multas de até 20 mil euros para quem participar de ações violentas em grupo.

"Se durante uma marcha ou uma manifestação você se unir a um grupo de cinco ou mais pessoas, começar a lançar pedras, fogos de artifício, pedaços de madeira, colocar em perigo a segurança de todos, você se arrisca a até cinco anos de cadeia e até 20 mil euros de multa", afirmou Meloni.

Além disso, o pacote introduz o princípio de que "quem quebra paga, e se quem quebra é um menor, seus pais pagam", acrescentou a premiê.

Com EFE

AutorDiego Pavão
FonteExame
Distribuído por