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MercadosACS
16/09/2026
5 min

Itaú bate o martelo e diz: Prefira Bradesco (BBDC4) a Nubank (ROXO34); entenda mudança

A batalha entre fintechs e bancões pode até ter perdido força, mas, no mercado de ações, a disputa continua. Em uma nova revisão das estimativas para o setor bancário brasileiro, o Itaú BBA fez mudanças importantes nas projeções e colocou o Bradesco (BBDC4) como sua principal exposição entre os grandes bancos. Ao mesmo tempo, BBA […]

Itaú bate o martelo e diz: Prefira Bradesco (BBDC4) a Nubank (ROXO34); entenda mudança

A batalha entre fintechs e bancões pode até ter perdido força, mas, no mercado de ações, a disputa continua. Em uma nova revisão das estimativas para o setor bancário brasileiro, o Itaú BBA fez mudanças importantes nas projeções e colocou o Bradesco(BBDC4) como sua principal exposição entre os grandes bancos.

Ao mesmo tempo, BBA reduziu a recomendação para o Nubank(ROXO34), que passou de compra para neutra. A mudança ocorre em meio a:

  • uma perspectiva de desaceleração do crescimento dos resultados da fintech até 2027;
  • um ambiente de consumo mais desafiador;
  • comparações mais difíceis em empréstimos pessoais e;
  • possibilidade de medidas macroprudenciais sobre o crédito de alto custo.

O Itaú BBA, porém, não abandonou a tese estrutural do Nubank. Os analistas continuam vendo a instituição como uma vencedora no longo prazo e esperam resultados sólidos no curto prazo. O ponto de atenção está justamente na combinação entre crescimento e riscos para os próximos anos.

Para 2027, o Itaú BBA cortou em 8% sua estimativa de lucro do Nubank e estabeleceu valor justo de US$ 18 por ação no fim do ano, ante US$ 20 anteriormente projetados para o fim de 2026.

O banco também destaca que a expansão nos Estados Unidos está ganhando força, enquanto o México ainda não tem tamanho suficiente para compensar uma eventual desaceleração no Brasil.

Bradesco é o preferido entre os bancões

Na outra ponta está o Bradesco.

O Itaú BBA reduziu em 3% a estimativa de lucro para 2026, mas manteve a projeção para 2027. Segundo os analistas, os resultados vieram amplamente em linha com as expectativas, enquanto a administração reiterou as cinco faixas de guidance, todas no ponto médio ou acima dele.

A receita líquida de juros (NII) de clientes e de mercado continua forte, enquanto o custo de risco permanece em 3,5%, apesar dos efeitos dos períodos de carência do FGO e do FGI e da consolidação das carteiras de agro e John Deere.

O valor justo foi mantido em R$ 20, já incorporando o aumento de capital de R$ 10 bilhões. Com isso, o Bradesco permanece como o único banco de grande capitalização com recomendação compra do Itaú BBA e como a exposição preferida da instituição no setor bancário.

Banco do Brasil exige cautela

Para o Banco do Brasil (BBAS3), as mudanças foram mais limitadas. O Itaú BBA manteve as premissas de provisões acima do guidance da companhia e destaca que a principal incerteza continua sendo a carteira de agronegócio.

O desempenho do segmento agro também depende, em parte, da participação do banco na MP 1.376.

No varejo, a qualidade dos ativos também merece atenção. A inadimplência acima de 90 dias entre pessoas físicas subiu 159 pontos-base, para 8,41%, enquanto a inadimplência do cartão de crédito chegou a 14,6%.

A administração do Banco do Brasil trabalha com custo de risco abaixo de 5% em 2027 e próximo de 3,5% no longo prazo.

BR Partners sofre com cenário de emissões

No BR Partners (BRBI11), o Itaú BBA cortou as estimativas de lucro em 9% para 2026 e 7% para 2027, mantendo o valor justo em R$ 20.

A revisão reflete principalmente um ambiente de emissões mais fraco e despesas maiores com pessoal.

Agibank tem revisão negativa

Para o Agibank(AGBK3), a revisão para 2026 também foi negativa, com corte de 11% na estimativa de lucro.

Segundo o Itaú BBA, a mudança está principalmente relacionada ao timing. Pelo segundo trimestre consecutivo, os custos iniciais de originação foram reconhecidos antes das receitas correspondentes.

O lucro no primeiro semestre somou R$ 387 milhões. Para 2027, a estimativa foi reduzida em 16%, enquanto o valor justo para o fim daquele ano permanece em US$ 9 por ação.

A administração ainda espera uma recuperação sequencial no terceiro e quarto trimestres de 2026, seguida de normalização completa em 2027.

Banrisul tem guidance reduzido

No Banrisul (BRSR6), o Itaú BBA cortou as projeções depois que a administração reduziu o guidance de crescimento da carteira de crédito para 2% a 7% e de crescimento da receita líquida de juros para 5% a 10%.

Além disso, a companhia elevou a faixa esperada para o custo de risco para 1,5% a 2,5%.

O Itaú BBA observa ainda que o resultado trimestral aparentemente positivo foi explicado, em grande parte, por uma reversão de provisão relacionada a um ativo problemático reclassificado, e não por uma melhora das tendências operacionais subjacentes.

Inter segue com indicadores operacionais fortes

Para o Inter (INBR32), as mudanças foram mais modestas. O Itaú BBA reduziu em 2% a estimativa de lucro para 2027.

A margem financeira líquida, ou NIM, ficou acima de 10%, enquanto o índice de eficiência atingiu recorde de 42,1%. Esses fatores ajudaram a compensar parcialmente um custo de risco que a administração continua projetando em aproximadamente 6%.

Pine também tem estimativas cortadas

No Pine(PINE4), as estimativas foram reduzidas em 3% para 2026 e 2% para 2027, em razão de um custo de risco maior associado ao forte crescimento da originação de empréstimos consignados privados.

BTG fica fora das revisões negativas

O BTG Pactual (BPAC11) aparece em uma posição diferente dentro da atualização. O Itaú BBA afirma que suas revisões mais recentes para as empresas ligadas ao mercado de capitais foram estáveis ou positivas, em contraste com os cortes realizados em parte das instituições bancárias.

Na tabela de estimativas, o lucro projetado para o BTG permanece em R$ 20,37 bilhões em 2026 e R$ 23,19 bilhões em 2027, sem alteração em relação às projeções anteriores.

AutorRenan Dantas
FonteMoney Times
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