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Sacre Investimentos
MercadosACS
06/07/2026
4 min

Itaú (ITUB4), Axia (AXIA3) e outras 8 ações para ter na carteira em julho, segundo a Ágora

Itaú (ITUB4), Axia (AXIA3) e outras 8 ações para ter na carteira em julho, segundo a Ágora

A Ágora optou por não promover nenhuma alteração em sua carteira recomendada Top 10 para julho, mantendo a mesma seleção de ações do mês anterior. A decisão reflete a avaliação de que os papéis continuam oferecendo uma combinação atrativa de potencial de valorização, geração de caixa e pagamento de dividendos em um cenário de juros ainda elevados.

A carteira segue composta por Allos (ALOS3), Axia (AXIA3), BTG Pactual (BPAC11), Copasa (CSMG3), Gerdau (GGBR4), Isa Energia (ISAE4), Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Vibra Energia (VBBR3), todos com participação de 10% no portfólio.

Dividendos seguem como principal tema

Entre as principais convicções da Ágora está a busca por empresas capazes de entregar fluxo consistente de dividendos.

No setor de shopping centers, a corretora afirma que a tese da Allos passou a ser cada vez mais sustentada pelo perfil de renda. A nova política de dividendos da companhia tornou as ações uma alternativa de “alto carrego” em um ambiente de juros elevados, enquanto a melhora operacional e a disciplina na alocação de capital aumentam a visibilidade dos proventos para os próximos anos.

Já a Copasa ganhou um novo vetor após sua privatização, concluída em junho. A Ágora acredita que a entrada da Equatorial como acionista de referência abre espaço para ganhos de eficiência e aumento dos investimentos, além de permitir uma elevação do payout para mais de 75% a partir de 2027. Com isso, o dividend yield recorrente poderá ficar entre 8% e 12%.

Na Petrobras, a expectativa é que os preços do petróleo permaneçam em níveis elevados mesmo após a redução das tensões no Oriente Médio, sustentando resultados robustos e um dividend yield estimado em cerca de 9%.

A Vale também permanece entre as preferidas da casa por combinar forte geração de caixa, elevado potencial de distribuição de dividendos, programa de recompra de ações e exposição aos metais utilizados na transição energética.

Bancos e utilities continuam entre as preferências

No setor financeiro, o destaque permanece para o BTG Pactual, que, segundo a corretora, continua sendo o banco listado com maior ritmo de crescimento, apoiado pela expansão das áreas de wealth management, banco de atacado e varejo digital de alta renda. A diversificação das receitas também aumenta a resiliência dos resultados.

O Itaú segue como a principal recomendação entre os bancos tradicionais, sustentado pelo elevado retorno sobre patrimônio (ROE), qualidade dos ativos, liderança tecnológica e espaço para distribuição de dividendos extraordinários devido ao excesso de capital.

Entre as utilities, a Axia continua sendo vista como uma boa alternativa para investidores interessados em geração de energia, diante da expectativa de preços mais elevados da energia a partir de 2027. A companhia também se beneficia da participação relevante no segmento de transmissão, que confere maior previsibilidade aos resultados. A recente fraqueza das ações é considerada uma oportunidade de entrada pela corretora.

A Isa Energia também permanece na carteira devido ao perfil defensivo do negócio de transmissão e ao potencial de valorização relacionado ao recebimento de créditos em disputa judicial com o governo paulista, ainda que a Ágora adote uma postura conservadora em suas estimativas.

Exposição aos ciclos globais

A Gerdau segue sendo a principal aposta da Ágora no setor siderúrgico por conta da elevada exposição aos Estados Unidos, mercado que oferece margens mais atrativas e reduz o impacto da concorrência das importações chinesas. A corretora ainda vê espaço para recuperação das margens no Brasil com as medidas de defesa comercial e considera que as ações negociam com desconto em relação à média histórica.

Já a Vibra Energia permanece entre as recomendações após apresentar resultados considerados resilientes no primeiro trimestre, com melhora na rentabilidade, forte geração de caixa e continuidade do processo de desalavancagem. Para a Ágora, a companhia reúne fundamentos capazes de sustentar margens e ganho de participação de mercado no longo prazo.

AutorJuliana Caveiro
FonteMoney Times
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