Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
De olho no desenvolvimento de tecnologias para serviços financeiros, Itaú Unibanco adquire a startup brasileira de inteligência artificial

Após quase dois anos de parceria com a NeoSpace, startup brasileira de inteligência artificial, o Itaú Unibanco (ITUB4) decidiu desembolsar R$ 2,925 bilhões para adquirir a totalidade das ações da companhia e ampliar a capacidade de desenvolver tecnologias voltadas para serviços financeiros.
O pagamento ocorrerá por uma parcela no fechamento e as demais ao longo de cinco anos. A operação ainda precisa cumprir com algumas condições, como as aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central (BC), além de outras etapas comuns a esse tipo de transação.
De acordo com o Itaú, a atual relação entre as companhias já rende frutos voltados para as frentes de crédito, CRM (customer relationship management) e prevenção a fraudes.
A expectativa é de que a operação contribua para o desenvolvimento do ia.i, plataforma de inteligência artificial generativa do banco, ampliando as frentes de soluções financeiras.
Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, quer o banco entre as instituições que vão definir o próximo capítulo da indústria financeira global e aponta a aquisição como um passo em direção ao objetivo.
"A aquisição da NeoSpace é um investimento estratégico nessa ambição. Ao reunir tecnologia fundacional, conhecimento financeiro e escala, estamos construindo as condições para desenvolver soluções que estabeleçam novos padrões de mercado, no Brasil e no mundo", disse o executivo.
O futuro da Neospace no Itaú
Mesmo com a aquisição pelo banco, a NeoSpace seguirá caminhando com as próprias pernas. Em comunicado, o Itaú afirma que a gestão e operação serão autônomas, sob a liderança de Bruno Pierobon, que permanecerá na posição de CEO. A operação também prevê a manutenção de sua equipe e a continuidade das atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Fundada em 2023, a startup brasileira desenvolve inteligência artificial fundacional voltada à identificação de padrões e relações complexas em grandes volumes de informações.
Diante do avanço das fintechs e da busca por modernização, o banco quer ampliar a capacidade de desenvolver modelos próprios de inteligência artificial a partir da combinação da especialização da NeoSpace com o conhecimento do setor financeiro, dados e escala de atuação do banco.
