Itaú (ITUB4) lança Itaú Pay e compete com Nubank (ROXO34) no mercado de pagamentos de e-commerce; confira
O Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou nesta sexta-feira (30) o lançamento da ferramenta Itaú Pay, que auxilia na integração do banco com o comércio eletrônico. Agora, o banco disponibiliza um novo meio de pagamento que permite ao cliente incluir compras online diretamente pelo aplicativo do Itaú, sem a necessidade de digitar os dados do cartão. O […]

O Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou nesta sexta-feira (30) o lançamento da ferramenta Itaú Pay, que auxilia na integração do banco com o comércio eletrônico.
Agora, o banco disponibiliza um novo meio de pagamento que permite ao cliente incluir compras online diretamente pelo aplicativo do Itaú, sem a necessidade de digitar os dados do cartão.
O Itaú Pay estreia na agência de viagens online Decolar.com e deve expandir para outros parceiros ao longo dos próximos meses.
Na prática, o serviço disponibiliza um novo “botão” na página de checkout do varejista, ao lado das opções tradicionais, como cartão de crédito e Pix.
Ao selecionar a ferramenta, o usuário pode escolher completar a transação através do saldo em conta ou via cartão de crédito, que oferece ainda parcelamento estendido de acordo com determinados critérios de elegibilidade. Há ainda a possibilidade de usar o sistema de pontos do banco.
Além de Decolar, o Itaú também se prepara para levar a solução para outras empresas do e-commerce nas próximas semanas, entre elas a Raia Drogasil, a plataforma de aluguel de veículos Localiza, a companhia de gestão de consumo e bilheteria Zig e a fintech Ebanx.
A iniciativa amplia a atuação do maior banco privado do País no mercado de Account-to-account payments, que conecta a conta bancária do pagador com a do recebedor, sem necessariamente usar a infraestrutura de uma bandeira. No caso do Itaú Pay, porém, o escopo é um pouco mais amplo: o cliente mantém a alternativa de utilizar o cartão na transação.
“A experiência do cliente com o Itaú Pay será muito melhor do que a experiência padrão de uma compra com cartão de crédito no e-commerce, em que é preciso digitar os números do cartão ou gerar um cartão virtual, por exemplo”, afirma o diretor de Recebimentos e Adquirência do Itaú, Angelo Russomanno.
O banco estima que o Itaú Pay gere aumento potencial de até 10 pontos porcentuais na taxa de aprovação de transações, um dos principais desafios no e-commerce, uma vez que muitos consumidores desistem da compra por fricções no sistema.
A opção de parcelamento estendido também pode elevar em até 50% o tíquete médio das compras. “A experiência será cinco vezes mais rápida do que a experiência padrão, para 30 segundos”, comenta o diretor de Cartões, Conta e Pagamento do Itaú, Felipe Piccoli.
Diferenciais
O produto é semelhante à solução de pagamentos online do Nubank (ROXO34), o NuPay, disponível desde 2022. Também pode concorrer com outras plataformas incorporadas ao checkout, como a Pagaleve, que oferece parcelamento no Pix sem precisar de limite bancário ou cartão.
Apesar disso, o Itaú avalia que dispõe de alguns trunfos para se diferenciar e escalar o novo serviço. O banco é líder tanto no lado da emissão de cartões quanto na adquirência.
A Rede, empresa de maquininhas do Itaú, tem pouco mais de 25% de participação do mercado, de acordo com o relatório setorial CardMonitor. Como emissora, a instituição aparece com uma fatia de 24,3% do setor, bem à frente do segundo colocado, o Nubank, que tem 15,2%.
A combinação dos dois motores, a adquirência e emissão, abre as portas para uma base diversificada de consumidores e lojistas. As taxas cobradas do lojista (MDRs) serão negociadas em cada caso, então não é possível saber de antemão se serão necessariamente mais baixas que as de cartões.
No entanto, o Itaú entende que haverá ganhos significativos de eficiência. “Os clientes que já trabalham com o e-commerce da Rede vão ter uma jornada de implantação mais simplificada”, explica Russomanno.
O executivo avalia também que o Itaú Pay pode mitigar os riscos de fraude, uma vez que a compra é autenticada dentro do ecossistema do banco, em vez de depender do preenchimento de dados no site. Para ele, deve haver ainda menor custo com chargeback, estorno de transação contestada.
“Esse conjunto de elementos melhora a aprovação, vendas, experiência e segurança, o que se traduz em eficiência e redução de custo”, ressalta.
