Itaú registra lucro de R$ 12,4 bilhões no trimestre
Resultado representa alta de 7,8% na comparação anual; receita financeira líquida alcançou R$ 62,9 bilhões no primeiro semestre

O Itaú Unibanco registrou lucro recorrente gerencial de R$ 24 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio, o ROE, avançou 1,7 ponto percentual, para 22,8%.
O lucro líquido contábil somou R$ 24,2 bilhões, crescimento de 9,5% na comparação anual. Apenas no segundo trimestre, o lucro contábil foi de R$ 12,4 bilhões, ante R$ 11,4 bilhões um ano antes.
O resultado foi sustentado pela expansão da carteira de crédito, pelo crescimento das receitas com serviços e seguros e pelo controle das despesas. O avanço do lucro ocorreu mesmo com uma alta das perdas esperadas com ativos financeiros, reflexo principalmente do crescimento da carteira.
"A consistência dos nossos resultados reflete a clareza de uma estratégia orientada ao longo prazo. Crescer com rentabilidade e qualidade de carteira exige disciplina analítica, concessão responsável de crédito e uso prático da tecnologia", diz Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco.
Margem financeira e receitas
A receita financeira líquida alcançou R$ 62,9 bilhões no primeiro semestre, avanço de 0,6% sobre os R$ 62,6 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Segundo o banco, o crescimento decorreu principalmente do aumento das receitas de juros, impulsionado pela expansão dos ativos financeiros ao custo amortizado e da carteira de crédito. A redução das despesas com depósitos, influenciada pelo efeito cambial, também contribuiu para o desempenho.
As receitas de prestação de serviços e os resultados de seguros e previdência somaram R$ 28,8 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual.
O resultado de contratos de seguros e previdência privada cresceu 11,4%, beneficiado pelo aumento das vendas do seguro prestamista. Já as receitas de serviços e tarifas bancárias avançaram 5,8%, puxadas por cartões de crédito e débito, banco de investimentos e comissões relacionadas à comercialização de seguros.
Carteira de crédito
A carteira de crédito do Itaú atingiu R$ 1,5 trilhão ao final de junho.
No Brasil, a carteira destinada a pessoas físicas cresceu 7,8% em relação ao primeiro semestre de 2025. Entre as pessoas jurídicas, a expansão foi de 10,7%.
Nas demais operações da América Latina, o volume de crédito avançou 9,8% na comparação anual.
Perdas esperadas com crédito
As perdas de crédito esperadas com ativos financeiros totalizaram R$ 18,4 bilhões no semestre, aumento de 5,8% em relação aos R$ 17,4 bilhões registrados um ano antes.
De acordo com o Itaú, a alta está relacionada principalmente às perdas esperadas com outros ativos financeiros e ao aumento da carteira de crédito.
Nas operações de crédito e arrendamento mercantil, porém, as perdas permaneceram praticamente estáveis: foram R$ 16,9 bilhões, ante R$ 17 bilhões no mesmo período de 2025.
Eficiência operacional
As despesas gerais e administrativas somaram R$ 40,9 bilhões, aumento de 3,9% na comparação anual.
O crescimento foi provocado pelos efeitos do acordo coletivo de trabalho, por maiores provisões fiscais, previdenciárias e relacionadas a outros riscos, além de gastos com a comercialização de cartões e participação nos resultados.
Mesmo assim, o aumento das despesas ficou abaixo do avanço do produto bancário, que cresceu 5,9%, para R$ 93,4 bilhões.
Com isso, o índice de eficiência melhorou para 37,3%, redução de 0,3 ponto percentual em relação ao primeiro semestre de 2025. Quanto menor o indicador, mais eficiente é a operação do banco.
