Itaú: tokenização de garantias é o principal caso que vai se expandir nos próximos dois anos
Head de ativos digitais da instituição financeira diz que está atento ao projeto de tokenização que a DTCC executa nos EUA

Dentro do mercado de tokenização, o registro e transferência em blockchain de garantias é o principal caso que vai se expandir nos próximos anos, disse Guto Antunes, head de ativos digitais do Itaú.
“Transferência de garantias é uma dor que o mercado tem. Porque quando você quer operar hoje, transferir no mercado tradicional, depende de cut-off times [prazos limite para realizar uma ação antes do sistema fechar, recusar ou postergar o pedido para o próximo dia], então o mercado fecha e você não consegue transferir a garantia”, comenta o executivo do Itaú.
Antunes afirmou em painel durante a Febraban Tech que o Itaú acompanha atentamente o projeto de tokenização da Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), responsável pela liquidação de valores mobiliários nos Estados Unidos.
“Parece que com os dois blockchains que eles têm usado, Canton e Stellar, os casos têm funcionado bem. Nós queremos trazer esses aprendizados para dentro da rede Open Capital Markets para estudar como, no mesmo nível de governança, conseguimos escalar isso aqui”, destacou Antunes.
Regulação será importante para a tokenização
O executivo defende que regulação e padronização hoje são os dois pontos principais necessários para o crescimento do mercado de tokens de ativos do mundo real.
Ao lado dele, Julierme de Souza, gerente-executivo de TI do Banco do Brasil, também falou sobre a importância da regulação, lembrando que blockchain “executa tarefas, mas não assume responsabilidade”.
“Por trás, tem um cliente precisando fazer um negócio. A quem ele recorre se algo dá errado? A regulação é esse ponto que traz esses avanços”, afirmou o executivo do BB.
