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19/08/2026
8 min

Jade Picon anuncia chegada da Aura Beauty à Sephora e mira R$ 100 milhões em faturamento

Empresária conta como pretende acelerar a marca de beleza, que chega à varejista com menos de dois anos de operação: “Com certeza queremos a internacionalização”

Jade Picon anuncia chegada da Aura Beauty à Sephora e mira R$ 100 milhões em faturamento

Com menos de dois anos de existência, a Aura Beauty, marca de beleza fundada por Jade Picon, chega às prateleiras da Sephora Brasil a partir desta quarta-feira, 19. A novidade foi anunciada pela empresária com exclusividade à EXAME e marca uma nova fase da companhia, que mira R$ 100 milhões em faturamento ainda em 2026.

Criada em outubro de 2024, a Aura Beauty nasceu no ambiente digital, impulsionada também pela comunidade construída por Picon nas redes sociais. Agora, a empresária quer ampliar a presença física e fazer com que o negócio ganhe cada vez mais espaço para além de sua própria imagem.

“Acredito que esse seja um dos momentos mais marcantes da gente como empresa”, afirma Picon. “Estar em prateleira junto com marcas internacionais mostra que realmente não há limites para a nossa expansão.”

Para ela, a entrada na Sephora representa mais do que a abertura de um novo canal de vendas. A presença na varejista funciona também como uma chancela para a marca diante dos consumidores.

“Isso vai agregar, claro, nas nossas vendas, mas, além disso, o que é tão crucial hoje em dia para um negócio se manter é a nossa credibilidade, a nossa reputação. Estar dentro de uma Sephora Brasil traz tudo isso para a Aura”, diz.

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O caminho para os R$ 100 milhões

A chegada à Sephora faz parte de uma estratégia de crescimento que ganhou uma nova meta neste ano: alcançar R$ 100 milhões em faturamento.

Segundo Picon, no primeiro semestre de 2026 a Aura conseguiu dobrar o faturamento registrado em todo o ano passado, chegando a R$ 40 milhões. A empresária afirma que o desempenho levou a companhia a estabelecer o novo objetivo.

“Dá um trabalho, existe um longo caminho a ser traçado, mas, com a estrutura que a gente vem buscando e construindo, é algo alcançável. E a Sephora faz parte dessa estratégia”, afirma.

A marca já está presente em mais de 6 mil pontos físicos pelo Brasil e conta com mais de 11 mil afiliadas, que vendem os produtos e recebem rendimentos a partir dessas vendas.

A expansão para a Sephora também exigiu reforço nos bastidores. A companhia passou a contar com mais fornecedores para atender ao aumento da demanda e abastecer os novos pontos de venda.

“A cada novo ponto físico que chegamos, precismos aumentar a nossa produção. São pedidos fechados para ter no estoque”, diz Picon. “A gente agora teve que contar com mais fornecedores para conseguir atender a nossa demanda.”

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70% das vendas ainda vêm do online

Apesar do avanço no varejo físico, a internet continua sendo o principal canal da Aura Beauty. Segundo Picon, 70% do faturamento da empresa vem do online, enquanto os outros 30% estão relacionados ao físico.

A estratégia, porém, é estar presente nos diferentes pontos da jornada do consumidor. Picon diz acreditar em uma operação omnichannel, na qual redes sociais, farmácias, lojas e e-commerce se complementam e chegam a diferentes clientes.

Uma consumidora pode conhecer um produto nas redes sociais, encontrá-lo depois em uma farmácia para experimentar e, dias mais tarde, comprá-lo em um shopping, por exemplo.

“Como marca e sendo nativa digitalmente, com dois anos apenas, a gente está fazendo muito sucesso, mas também está aprendendo”, afirma. “Um grande aprendizado meu na Aura foi a gente buscar sempre ter o maior ponto de contato possível com os nossos consumidores.”

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Aura já é o principal negócio de Jade Picon

Picon começou a empreender antes mesmo da Aura. Aos 17 anos, criou a Jade², marca de moda que continua operando e deve ganhar uma nova coleção voltada ao verão até o fim deste ano.

Mas, entre os dois negócios, a Aura já assumiu a dianteira.

“Hoje, com certeza, o meu principal negócio é a Aura”, afirma Picon.

As duas empresas também têm propostas diferentes. Enquanto a Jade² funciona em uma escala menor, vende apenas online e acompanha um calendário mais ligado ao processo criativo da fundadora - já a Aura nasceu com a intenção de ganhar escala.

“É um negócio que eu criei justamente para ser muito grande. Não leva nem o meu nome porque eu quero que seja maior do que eu, quero que impacte mais pessoas. Quero que não necessariamente quem usa a Aura me conheça”, afirma.

A intenção, segundo Picon, é construir uma companhia capaz de “andar com os próprios pés”, sem depender exclusivamente de sua imagem para vender.

A estratégia chama atenção justamente porque a empreendedora chegou ao negócio carregando um ativo que poucas marcas recém-criadas possuem: uma comunidade de quase 21 milhões de seguidores.

Picon reconhece que essa audiência ajudou a dar tração à Aura, mas afirma que a empresa começa a conquistar uma comunidade própria.

“Realmente ninguém faz nada sozinho”, diz. “A Aura nasceu de uma ideia minha, de um sonho meu, mas quem me ajudou a concretizar e realmente deu toda essa força foi o meu público, foi a minha comunidade.”

Jade Picon começou a empreender aos 17 anos com a marca de roupa Jade². Hoje, a marca Aura Beauty é o seu principal negócio e chega à Sephora (@fredothero)

O próximo passo pode ser fora do Brasil

Depois de ampliar a presença física no país, a internacionalização já aparece no radar da Aura Beauty.

Picon afirma enxergar espaço para os produtos da empresa em outros mercados e diz que a companhia já começa a “plantar sementes” para esse movimento. A expansão internacional, porém, ainda não é prioridade.

“Com certeza a internacionalização é algo que a gente mira também”, afirma. “Eu imagino que no mercado internacional existe espaço, sim, para o nosso produto.”

Por enquanto, o mercado brasileiro ainda oferece espaço suficiente para sustentar a expansão.

“O Brasil é um mar imenso de oportunidades. Estamos plantando sementinhas para que, no futuro, a gente possa buscar essa internacionalização, mas, no momento, com dois anos de marca, o nosso foco está muito aqui”, diz.

Para Picon, a própria entrada na Sephora Brasil já representa um passo nessa direção.

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Novas categorias estão em teste

A Aura também prepara uma ampliação de portfólio. A empresa testa novas categorias de produtos de beleza, embora Picon ainda não revele quais devem chegar ao mercado.

A ideia é crescer sem abandonar o território de Glowcare, conceito usado pela companhia para produtos associados ao brilho.

“Estamos com vários testes e visando entrar em algumas novas categorias. Mas ainda não posso falar porque a gente ainda não tem nada certo”, afirma.

Entre os produtos que já estão no mercado, Picon aponta o Body Splash Aphrodite Garden como um dos grandes sucessos da companhia. Outro produto, porém, virou uma surpresa: o primer.

Lançado em 2025, ele inicialmente não apresentou um desempenho comparável ao do best-seller. A companhia decidiu mantê-lo no portfólio e, recentemente, o produto ganhou tração.

“Semana retrasada eu estava em uma reunião de resultado financeiro e mostraram: o primer estava batendo de frente já com o nosso best-seller, que é o Body Splash Aphrodite Garden”, afirma.

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‘A gente quer algo que dure’

Mesmo diante do crescimento, Picon afirma que uma das preocupações é evitar que a velocidade se transforme em uma armadilha.

A empresária diz que procura equilibrar expansão com a construção de uma estrutura capaz de sustentar a companhia no longo prazo, especialmente em um mercado no qual marcas e produtos podem ganhar projeção rapidamente nas redes sociais e desaparecer com a mesma velocidade.

“Hoje em dia as coisas explodem e aí passa a febre. E isso com marcas, com pessoas, com ideias, com empresas, com absolutamente tudo”, afirma.

“Você tem que ter uma base sólida, um crescimento sólido, para que realmente não seja só um foguete que sai voando e desapareça. A gente quer ter algo grande, a gente quer ter algo que dure.

Essa visão não impede Picon de considerar movimentos maiores no futuro. Questionada se aceitaria vender a Aura Beauty para um investidor ou receber um sócio, ela não descartou a possibilidade.

“Com certeza. Eu sempre vou visar o que é melhor para a marca”, afirma.

Segundo Picon, exemplos de companhias que receberam investimentos ou foram vendidas mostram que uma operação desse tipo pode ajudar na expansão. “Isso sem dúvida é algo que a gente tem em mente.”

Por enquanto, o desafio é transformar a velocidade dos primeiros anos em um negócio de longo prazo. E, com a chegada à Sephora, Picon ganha uma nova vitrine para testar se a Aura consegue cumprir justamente o objetivo que estabeleceu para a marca: crescer para além da própria imagem.

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AutorLayane Serrano
FonteExame
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