Japão registra terremoto de magnitude 5,9; outro tremor atingiu o país no mês passado
Tremor atingiu Ibaraki neste domingo, 23, deixou ao menos 37 feridos e foi sentido em Tóquio

O novo terremoto ocorre após outros tremores de forte intensidade registrados no Japão em 2026, incluindo um de magnitude 7,1 no sul do país e outro de 7,7 na costa nordeste.
Japão já teve terremotos de 7,1 e 7,7 em 2026
Em 28 de julho, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão.
Na ocasião tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A agência classificou a intensidade do movimento do solo como severa, com nível 8 em uma escala de 1 a 10.
A Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir um alerta para ondas de tsunami de até um metro, posteriormente cancelado. O governo também emitiu alertas de emergência para Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki.
Outro terremoto, de magnitude 7,7, atingiu a costa nordeste do Japão em 20 de abril. O epicentro ocorreu no Oceano Pacífico, a 10 quilômetros de profundidade, e o tremor foi sentido em Tóquio, a centenas de quilômetros de distância.
Inicialmente, o terremoto havia sido registrado como de magnitude 7,5, mas o dado foi posteriormente revisado para 7,7.
O tremor provocou um alerta de tsunami, que mais tarde foi rebaixado para um aviso. Horas depois, autoridades japonesas alertaram para a possibilidade de um novo terremoto de grande escala na região costeira do norte nos sete dias seguintes.
A estimativa indicava 1% de chance de um novo tremor de grande escala. As autoridades ressaltaram que o alerta não representava uma previsão de que o terremoto ocorreria.
Por que o Japão registra tantos terremotos?
A frequência de terremotos no Japão está relacionada à localização geológica do país. O arquipélago fica em uma região de intensa atividade sísmica, associada ao chamado Círculo de Fogo do Pacífico.
A região concentra algumas das principais zonas de subdução do mundo, onde placas tectônicas se movimentam umas em direção às outras.
Em uma zona de subdução, uma placa mais densa passa por baixo de outra menos densa. Esse movimento provoca a liberação de energia acumulada, o que pode resultar em terremotos.
No Japão, a placa do Pacífico passa sob a placa menos densa associada às ilhas que formam o território japonês. O Serviço Geológico do Japão aponta que a localização do país em zonas de subdução provoca muitas ocorrências de terremotos todos os anos.
