Jardim das Perdizes: Bairro planejado terá R$ 3,6 bilhões em novos imóveis
BTG Pactual e Tecnisa preparam nove empreendimentos em projeto que já reúne 15 torres entregues

O Jardim das Perdizes vai ganhar nove novas torres e R$ 3,6 bilhões em lançamentos imobiliários. O novo ciclo do bairro planejado na zona oeste de São Paulo começa com a Tecnisa na condução operacional e o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) como parceiro financeiro do projeto.
Houve uma mudança societária depois de uma negociação que levou o BTG a ampliar sua participação no empreendimento. Em abril, o presidente da Tecnisa, Fernando Perez, havia antecipado à EXAME que o banco compraria a participação da gestora americana Hines e parte da fatia da própria Tecnisa.
Com a operação, o BTG passou a deter cerca de 68% do Jardim das Perdizes, enquanto a incorporadora ficou com 32%. A transação também ajudou a Tecnisa a reduzir seu endividamento corporativo. Perez detalhou, na época, que a operação permitiria à companhia eliminar cerca de 70% de dívida.
O primeiro projeto dessa nova fase é o Sequoia, que será lançado em setembro. O empreendimento terá duas torres e 384 unidades residenciais, com valor geral de venda (VGV) de R$ 508 milhões. As unidades terão três e quatro dormitórios, com até duas suítes, e áreas de 121 metros quadrados (m²), 148 m² e 175 m².
O projeto também terá três lojas e áreas comuns de lazer. O Sequoia foi desenvolvido com foco no conceito de bem-estar (wellness, em inglês), com espaços voltados para saúde e atividade física. Entre eles estão um spa, centro fitness, quadra de tênis com medidas oficiais, quadra esportiva e complexo aquático.
O empreendimento também possui certificação de Excelência em Design para Maior Eficiência (EDGE, em inglês), voltada a soluções de eficiência no consumo de energia e água e à redução de impactos ambientais. As áreas comuns terão curadoria e móveis da Artefacto.
BTG e Tecnisa preparam nove novas torres no Jardim das Perdizes
A estratégia é desenvolver as novas etapas de forma progressiva, incorporando cada projeto ao conjunto urbanístico já existente. O presidente da Tecnisa, Fernando Perez, vê que o Sequoia traduz uma evolução na forma de "pensar a experiência de morar".
Ele detalha que o projeto "combina apartamentos amplos, infraestrutura completa e uma série de soluções voltadas ao bem-estar, dentro de um bairro que já oferece uma condição urbana bastante singular em São Paulo."
Jardim das Perdizes: bairro já reúne 15 torres entregues e cerca de 7 mil moradores. (Jardim das Perdizes/Divulgação)
Sócio-sênior do BTG, Alexandre Camara acrescentou que o projeto é único no mercado imobiliário paulistano por sua escala, planejamento urbano e "qualidade da infraestrutura construída ao longo dos últimos anos." O Sequoia traduz a confiança no projeto, na sua visão, e na busca por ser referência em projetos de moradia e qualidade de vida.
Jardim das Perdizes já soma 2.859 imóveis e 7 mil moradores
O Jardim das Perdizes ocupa uma área de 250 mil m² e tem um parque central de 45 mil m², com áreas residenciais, espaços de convivência e infraestrutura voltadas à circulação de pedestres e à interação entre os moradores. Desde o início do projeto, foram lançadas 19 torres, que somam 2.859 unidades residenciais.
Sequoia: primeiro empreendimento da nova fase terá 384 unidades residenciais. (Jardim das Perdizes/Divulgação)
Desse total, 15 torres e 2.119 unidades já foram entregues. Atualmente, cerca de 7 mil pessoas vivem no bairro. O projeto também prevê a ampliação do parque, com a incorporação de uma área vizinha. O investimento ainda deve ser anunciado.
O bairro conta com fiação subterrânea, iluminação em LED, ciclovia, calçadas largas e acessíveis e sistemas de gestão de águas. O Jardim das Perdizes também possui um selo internacional de alta qualidade ambiental para construções (AQUA, em inglês) e sistema de segurança 24 horas, com câmeras integradas às polícias de São Paulo.
O terreno foi adquirido pela Tecnisa em 2007, por R$ 133 milhões, em uma área que havia sido ocupada pela Telefônica. Para aumentar o potencial construtivo do projeto, a companhia também investiu em Cepacs, títulos utilizados para ampliar o potencial de construção em determinadas áreas da cidade.
*Com informações de Letícia Furlan
