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Mundo
03/10/2026
2 min

Juiz cobra do governo Trump argumentos para restringir vistos de estudantes e jornalistas

O governo do republicano tinha argumentado que a nova política de vistos é necessária para proteger a segurança nacional

Juiz cobra do governo Trump argumentos para restringir vistos de estudantes e jornalistas

Um juiz federal dos Estados Unidos concedeu, nesta sexta-feira, 2, uma semana ao governo de Donald Trump para que apresente argumentos a favor de seu plano de restringir os vistos para estudantes e jornalistas estrangeiros.

O juiz Dennis Saylor, do Tribunal Distrital de Massachusetts, solicitou a ambas as partes um roteiro, com o cronograma proposto e a estratégia a ser seguida, para saber como proceder no caso que analisa a tentativa de limitar as autorizações para estudantes e jornalistas nos Estados Unidos.

Em audiência realizada em Boston, o juiz optou por não agir “de forma improvisada”, segundo o veículo de comunicação local "Masslive", e, em vez disso, exigiu que o governo americano e a parte requerente apresentassem seus argumentos até 9 de outubro.

O advogado da parte demandante, em representação de organizações estudantis, de professores e do sindicato de jornalistas The Newsguild-CWA, solicitou que a suspensão temporária fosse transformada em suspensão permanente ou que o caso fosse encaminhado para um julgamento sumário.

Semanas atrás, o magistrado paralisou, antes da entrada em vigor, a norma que busca endurecer as condições dos vistos F (estudantes universitários), J (estudantes de intercâmbio) e I (representantes etrangeiros de veículos de comunicação estrangeiros).

O juiz classificou como "excepcionalmente fraca" a justificativa do governo para emitir a regra, motivo pelo qual exigiu os argumentos. Depois, a Procuradoria dos EUA tentou recorrer a paralisação.

O governo Trump tinha argumentado que a nova política de vistos é necessária para proteger a segurança nacional.

“(A norma) levanta questões legítimas sobre se seu verdadeiro objetivo não seria salvaguardar a segurança nacional e proteger nossas fronteiras, mas sim alcançar outros objetivos não declarados, como, por exemplo, exercer um maior controle governamental sobre as instituições acadêmicas”, escreveu o juiz em sua decisão provisória.

AutorEFE
FonteExame
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