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10/08/2026
3 min

Juros futuros sobem na esteira dos Treasuries antes de IPCA e ata do Copom

A curva de juros brasileira abriu nesta segunda-feira (10) na esteira da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou […]

Juros futuros sobem na esteira dos Treasuries antes de IPCA e ata do Copom

A curva de juros brasileira abriu nesta segunda-feira (10) na esteira da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou próximo da estabilidade a 13,740%, ante 13,745% do fechamento anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações a 14,100% ante 14,035% do fechamento anterior, alta de 6 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, avançou 11 pontos-base e terminou o dia a 14,515% ante 14,405% do fechamento da última sexta-feira (7).

No exterior, o mercado de títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registrou altas. Por volta de 18h (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,243% ante 4,204% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,709%, de 4,658% do fechamento da última sexta-feira.

O que movimentou os DIs hoje?

Na sessão desta segunda-feira, os investidores ajustaram posições à espera dos dados de inflação no Brasil e nos EUA ao longo da semana.

“Os mercados de juros e moedas globais estão reagindo principalmente à esticada dos preços de petróleo, na ausência de indicadores relevantes na agenda macroeconômica”, disse Lais Costa, analista da Empiricus Research.

Por aqui, o mercado também ficou em compasso de espera pela divulgação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou a Selic para 14% ao ano, pelo IPCA de julho. Tanto o documento quanto a inflação serão divulgados nesta terça-feira (11), e devem ajudar a calibrar a aposta em novo corte da Selic na reunião de setembro.

Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram pela sexta semana consecutiva a expectativa para a inflação, de 5,03% para 5,02% para dezembro deste ano, segundo o Relatório Focus desta segunda-feira. A projeção para Selic foi mantida em 13,75% e para o câmbio, em R$ 5,20.

Nos EUA, os índices de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos Estados Unidos serão divulgados na quarta (12) e na quinta-feira (13), respectivamente. Os dados devem confirmar ou reverter o alívio dado pelo payroll fraco de julho às apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em setembro.

Hoje, perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 51,7% de chance de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual na próxima decisão, ante 44,4% da última sexta-feira (7). Já a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 48,3%, contra 55,6% do último dia útil.

*Com informações de Reuters

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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