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Mercados
10/09/2026
3 min

Juros futuros têm forte queda com eleições em foco

A curva de juros futuros cedeu em todos os vencimentos com o cenário eleitoral em foco. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, foi a única exceção, subiu 1 ponto-base e fechou próximo da estabilidade a 13,595% ante 13,580% do fechamento anterior. Já a taxa de DI […]

Juros futuros têm forte queda com eleições em foco

A curva de juros futuros cedeu em todos os vencimentos com o cenário eleitoral em foco.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, foi a única exceção, subiu 1 ponto-base e fechou próximo da estabilidade a 13,595% ante 13,580% do fechamento anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,810% ante 13,625% do fechamento anterior, queda de 5 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, recuou 11 pontos-base e terminou o dia a 14,120% ante 14,230% do fechamento da última quarta-feira (9).

O mercado de títulos brasileiros destoou do desempenho dos títulos Tesouro norte-americano, os Treasuries, que subiram com o aumento das preocupações com inflação após a disparada dos preços do petróleo e recompra dos títulos pelo Tesouro menor que esperado pelo mercado.

Por volta de 18h (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,586% ante 4,427% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,961%, de 4,84% da última quarta-feira, no mesmo horário.

O que mexeu com os DIs hoje?

O cenário eleitoral ditou o movimento da curva dos juros, com as pesquisas apontando para uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República – o que reforçou a aposta dos investidores em uma troca de governo em 2027.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 46,4% das intenções de voto e Lula com 46,2%, numericamente empatados.

Com isso, a vantagem que era de 4,5 pontos porcentuais para Lula se transformou em uma vantagem de numérica de 0,4 ponto para Flávio Bolsonaro, o que não ocorria desde o levantamento de 28 de abril. Como a margem de erro é de 1 ponto porcentual, Lula sai da liderança isolada pela reeleição para o empate técnico com o senador. Brancos e nulos e os eleitores que não souberam responder saíram de 10,3% para 7,4%.

Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, diz que o mercado está precificando uma expectativa crescente de vitória de Flávio e que também há sinais desse movimento no mercado preditivo.

Além da disputa eleitoral, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) seguiu no foco dos investidores.

O cenário geopolítico também ficou no radar. Os houthis, alinhados ao Irã, assumiram o controle do porto iemenita de Mocha, o que representa uma ameaça adicional ao tráfego no Mar Vermelho. Já o tráfego no Estreito de Ormuz permaneceu restrito, devido à intensificação dos ataques a petroleiros na região nos últimos dias.

*Com informações de Reuters

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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