Juros futuros tombam quase 100 pontos-base com eleições e queda de 4% do dólar
A curva de juros futuros tem forte queda em todos os vencimentos com o cenário eleitoral em foco, com a confirmação de um segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador ficou à frente do petista, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%. Com isso, uma […]

A curva de juros futuros tem forte queda em todos os vencimentos com o cenário eleitoral em foco, com a confirmação de um segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O senador ficou à frente do petista, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%.
Com isso, uma potencial vitória do senador consolidaria o poder conservador, que tende a aplicar políticas favoráveis ao mercado, como o tão esperado ajuste fiscal e uma possível nova reforma da previdência. Assim, o mercado monitora as alianças para o segundo turno, que acontece em 25 de outubro.
Por volta de 9h40 (horário de Brasília), a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, recuava 124 pontos-base, a 13,386% ante 13,510% do fechamento anterior.
Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, tinha queda de 86 pontos-base ante o fechamento anterior, a 12,830%, na mínima intradia.
A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, recuava 9 pontos-base, também na mínima intradia, a 13,185% ante 14,085% do fechamento da última sexta-feira (2).
O mercado de títulos brasileiros destoa do desempenho dos títulos Tesouro norte-americano, os Treasuries, que operam nas máximas de décadas com os preços do petróleo acima de US$ 100 por barril.
Por volta de 9h50 (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava estável a 4,825%.
Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 5,303%, de 5,277% da última sexta-feira.
