Justiça dos EUA amplia bloqueio à fusão entre Paramount e Warner Bros.

Um juiz federal dos Estados Unidos prorrogou nesta quinta-feira, 23, por mais 14 dias, a ordem que impede a conclusão da fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Com a decisão, o acordo não poderá ser fechado antes de 18 de agosto.
A juíza Araceli Martinez-Olguin marcou para 3 de agosto uma audiência sobre o pedido de liminar que pode bloquear a operação por prazo indeterminado. A Paramount solicitou mais tempo para apresentar seus argumentos contra a medida.
A fusão, avaliada em US$ 111 bilhões, enfrenta questionamentos de autoridades e sindicatos. Uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais afirma que o acordo viola a Lei Clayton, por reduzir a concorrência nos mercados de TV a cabo e distribuição cinematográfica.
A Writers Guild of America também entrou com uma contestação separada contra a operação. O sindicato argumenta que a fusão poderia pressionar os salários de roteiristas e resultar em uma maior uniformização de conteúdos.
A ordem inicial de bloqueio havia sido emitida na segunda-feira e suspendia temporariamente o avanço do negócio enquanto a Justiça analisava o pedido de liminar. A decisão desta quinta-feira mantém a suspensão até a próxima etapa do processo.
A Paramount defende a realização de uma audiência de três dias no fim de agosto, alegando que precisa interrogar testemunhas apresentadas pelos estados. Já os procuradores-gerais pedem que a juíza decida sobre a liminar sem uma audiência prolongada.
Na decisão de quinta-feira, Martinez-Olguin recomendou que as partes tentem chegar a um acordo sobre o cronograma e determinou que o pedido apresentado pela WGA seja analisado junto com a solicitação dos estados em 3 de agosto.
