Keiko Fujimori abre vantagem irreversível e deve vencer eleição no Peru

A candidata de direita Keiko Fujimori está prestes a confirmar a vitória no segundo turno das eleições presidenciais do Peru, após abrir uma vantagem que já não pode mais ser revertida na apuração final.
A herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori disputou sua quarta eleição presidencial e construiu a campanha com foco no combate à criminalidade e na promessa de restaurar a estabilidade política do país.
Com 99,86% das urnas apuradas, Fujimori soma 50,118% dos votos, contra 49,882% do candidato de esquerda Roberto Sánchez, segundo dados do Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE).
A diferença supera 43 mil votos, enquanto restam cerca de 39,3 mil votos pendentes de contabilização em 131 seções eleitorais.
Sánchez pede anulação de votos no exterior
Mesmo diante do cenário favorável à adversária, Sánchez apresentou um pedido para anular os votos registrados no exterior, que somam cerca de 300 mil eleitores e favoreceram amplamente Fujimori.
Em publicação na rede X, o candidato afirmou ter protocolado uma solicitação junto ao Jurado Nacional de Elecciones para invalidar a votação realizada em 119 repartições consulares.
Ele alega irregularidades administrativas e problemas na custódia dos votos, mas não apresentou provas públicas das acusações.
Segundo Sánchez, sem os votos do exterior, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre a adversária.
Partido de Fujimori aguarda resultado oficial
O partido Fuerza Popular informou que aguardará a totalização de 100% dos votos antes de declarar oficialmente a vitória.
Uma missão de observação da União Europeia avaliou que o segundo turno ocorreu de forma "calma e ordenada", apesar do ambiente de forte polarização política.
A disputa colocou frente a frente Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, apontado como herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, que está preso após a tentativa fracassada de autogolpe em 2022.
Fujimori havia sido derrotada nas eleições presidenciais de 2011, 2016 e 2021. Agora, está prestes a conquistar a Presidência na quarta tentativa.
O vencedor da eleição substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho e assumirá um mandato de cinco anos.
