Kuwait defende coordenação da Opep+ após aumento da produção de petróleo

O ministro do Petróleo do Kuwait, Tariq al-Roumi, afirmou neste domingo, 5, que a coordenação entre os países da Opep+ será fundamental para enfrentar a volatilidade dos mercados globais de energia, após o grupo decidir ampliar a produção de petróleo pelo quinto mês consecutivo.
Em comunicado divulgado pela agência oficial KUNA, al-Roumi disse que a cooperação entre os produtores fortalece a capacidade do mercado de responder aos desafios atuais.
"Essa cooperação contribui para fortalecer a capacidade do mercado de enfrentar os diversos desafios do próximo período", afirmou o ministro após participar da reunião virtual que reuniu Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Segundo ele, o encontro teve como objetivo avaliar as condições de oferta e demanda no mercado internacional e acompanhar os desdobramentos do setor para garantir maior estabilidade e segurança no abastecimento.
Al-Roumi destacou que a decisão faz parte da estratégia gradual da Opep+ de retirar os cortes voluntários de produção.
"Esta é a continuidade da implementação da decisão de abandonar o acordo de corte voluntário de produção e aumentar a produção total. Trata-se de uma abordagem gradual e equilibrada, baseada nas necessidades do mercado petrolífero", disse.
Neste domingo, a aliança liderada por Arábia Saudita e Rússia anunciou um aumento de 188 mil barris por dia na produção a partir de agosto, marcando o quinto incremento mensal consecutivo.
Segundo o ministro, a produção do Kuwait deverá atingir 2,66 milhões de barris por dia no próximo mês.
Em comunicado, a Opep informou que os sete países continuarão monitorando as condições do mercado e realizarão uma nova reunião virtual em 2 de agosto para reavaliar o cenário.
Al-Roumi reforçou que o diálogo entre os produtores seguirá sendo essencial para preservar a estabilidade dos mercados globais de energia. "É importante manter o diálogo e a coordenação para reforçar a confiança nos mercados globais de energia e preservar sua estabilidade no futuro", afirmou.
