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Mundo
03/08/2026
2 min

'Ladrão, corrupto': entenda a nova escalada entre Milei e Lula

Declarações ocorreram em entrevista à TV argentina e reforçam tensão entre Brasília e Buenos Aires

'Ladrão, corrupto': entenda a nova escalada entre Milei e Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 2, e reacendeu a crise diplomática entre Brasil e Argentina.

Em entrevista à emissora argentina LN+, o líder argentino repetiu acusações sem apresentar provas e chamou o petista de "ladrão" e "corrupto".

As declarações ocorrem uma semana depois de Milei participar da convenção do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Na ocasião, opresidente argentino já havia feito críticas a Lula, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ao Foro de São Paulo, provocando uma reação do governo brasileiro.

"Ele é um ladrão, um corrupto. Foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso. Foi solto por uma falha no procedimento, não porque fosse inocente", afirmou Milei durante a entrevista.

Questionado sobre as críticas recebidas, o presidente argentino voltou a defender suas declarações e disse que apenas relatou fatos. "O que é mais grave: chamar um ladrão de ladrão ou roubar?", afirmou.

Como começou a crise entre Brasil e Argentina?

A tensão aumentou no fim de julho, quando Milei participou da convenção nacional do PL ao lado de Flávio Bolsonaro. Durante o evento, afirmou que o Brasil poderia sofrer as consequências do "socialismo", criticou o Foro de São Paulo e chamou Lula de "presidiário". Também atacou o ministro Alexandre de Moraes, a quem se referiu com ofensas.

As declarações levaram o Ministério das Relações Exteriores a convocar o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos. O chanceler Mauro Vieira classificou as falas como ofensivas ao presidente da República, às instituições brasileiras e ao Poder Judiciário.

Em nota, o Itamaraty afirmou que não havia precedentes para um chefe de Estado estrangeiro utilizar uma visita oficial ao Brasil para atacar autoridades e instituições nacionais.

AutorEstela Marconi
FonteExame
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