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Sacre Investimentos
Future of MoneyCPTO
06/08/2026
3 min

Ladrões já roubaram US$ 30 milhões em ataques violentos a investidores de criptomoedas em 2026

Sequestros e invasões a casas são a maioria dos casos e ocorrem principalmente na França, nos Estados Unidos e no Brasil

Ladrões já roubaram US$ 30 milhões em ataques violentos a investidores de criptomoedas em 2026

Uma pesquisa da empresa de análise de blockchain Chainalysis apontou que os assaltos a investidores de criptomoedas cresceram globalmente em 2026. Só no primeiro semestre deste ano, mais de US$ 30 milhões foram roubados por criminosos em ataques violentos contra pessoas donas de moedas digitais.

A Chainalysis afirma que se a tendência continuar pelo segundo semestre, 2026 se consolidará como o ano com mais criptoativos roubados mediante uso de violência na história, superando os US$ 58 milhões registrados em 2025. Isso ocorre embora a imensa maioria dos crimes com cripto ainda ocorra online, em especial via invasões de hackers (US$ 3,4 bilhões roubados em 2025), como a que recentemente atingiu clientes da Coldcard.

Esses dados levam em consideração apenas os ataques bem sucedidos, nos quais o investidor entregou seus ativos para os criminosos e não conseguiu recuperá-los. Os números crescem ainda mais quando se levam em consideração tentativas de sequestros e valores exigidos em resgates ou transferências realizadas, mas bloqueadas ou fundos recuperados pela polícia.

Quando se levam esses eventos em consideração, os valores envolvidos em crimes violentos contra investidores de criptoativos somaram US$ 107 milhões neste ano até agora. Em 2025, o montante foi de US$ 180 milhões e o recorde se mantém com 2024, quando crimes assim envolveram US$ 316 milhões.

Valor anual de criptoativos envolvido em assaltos e sequestros

Valor anual de criptoativos envolvido em assaltos e sequestros (crédito: Chainalysis)

Apesar disso, o grau de sucesso dos criminosos tem diminuído neste ano. “Até o final de junho de 2026, apenas 26% das tentativas de roubo violento (12 de 46) resultaram em pagamento, uma queda em relação aos 49% (47 de 95) registrados em 2025 e aos 67% (32 de 48) em 2024”, informa a Chainalysis.

Tipos de ataque

De acordo com a empresa, os sequestros representam a maioria dos ataques do tipo, seguidos por invasão de casas e outras formas de crimes violentos. Os sequestros são 52% dos crimes cometidos contra detentores de criptomoedas.

A Chainalysis diz que as invasões de casas, que representam 37% dos crimes, permitem confrontar as vítimas em um ambiente mais controlado, no qual a transferência de fundos é mais provável. Por outro lado, os sequestros são mais difíceis de levar a cabo e os criminosos levam mais tempo e recursos para preparar o crime.

Ataques a investidores de criptomoedas por tipo de crime

Ataques a investidores de criptomoedas por tipo de crime (crédito: Chainalysis)

França lidera os crimes

Geograficamente, a França é o país com maior incidência deste tipo de crime, com um crescimento especialmente relevante nos sequestros. Em sequência vem Estados Unidos, Brasil e Tailândia.

Os casos de crimes violentos contra investidores de ativos digitais subiram de 19 em 2025 para 30 neste ano na França, algo que tem a ver com um vazamento de dados do imposto de renda de franceses.

“Em 2024, um funcionário do fisco francês na região de Paris (Protos) teria roubado e vendido dossiês sobre detentores de criptoativos com alto patrimônio; os documentos continham nomes, endereços, participações, números de telefone e registros fiscais dessas pessoas. Acredita-se que intermediários criminosos tenham comprado os dossiês”, diz a Chainalysis.

Outro dado preocupante, é que familiares de investidores têm sido cada vez mais vítimas de ataques.

“No início de 2026, incidentes envolvendo familiares ou conhecidos representavam cerca de 25% a 30% dos casos, um aumento em relação a um patamar próximo de zero em 2021. Essa tendência é ainda mais acentuada na França, onde mais de 40% dos incidentes tiveram como alvo um familiar ou conhecido, em vez do próprio detentor de criptoativos.”

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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