Ladrões roubam obras de Renoir avaliadas em R$ 53 milhões na França
Dupla invadiu museu dedicado ao pintor impressionista e conseguiu levar apenas duas das quatro obras retiradas do local

Duas obras de Auguste Renoir foram roubadas na madrugada desta terça-feira, 8, do museu dedicado ao pintor impressionista em Cagnes-sur-Mer, no sul da França. Outras duas foram retiradas do local, mas abandonadas nos jardins durante a fuga. O valor das peças levadas é estimado em 9 milhões de euros, cerca de R$ 53 milhões.
O roubo aconteceu pouco antes das 6h e durou menos de cinco minutos. Segundo o prefeito de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, dois homens entraram no museu equipados com uma serra metálica.
As sirenes do museu e da polícia fizeram com que a dupla deixasse o local às pressas. "Os ladrões se apressaram e só roubaram quatro obras do Museu Renoir, das 12 que o museu abriga", afirmou Masson à imprensa.
Museu fica na última casa de Renoir
O Museu Renoir foi criado em 1960 e funciona na propriedade onde o artista viveu seus últimos anos. O espaço preserva parte do mobiliário original, além de objetos pessoais do pintor, como seu cavalete e sua cadeira de rodas.
A coleção também reúne pinturas de Renoir, com retratos, paisagens e nus. As autoridades ainda investigam quais obras foram levadas e procuram os responsáveis pelo crime.
França registra sequência de roubos
O caso acontece em meio a uma sequência recente de furtos em museus franceses. Em julho, várias joias foram roubadas do Museu Lalique, ao norte de Estrasburgo. As peças foram avaliadas em mais de 4,5 milhões euros
No mesmo mês, um colar de ouro do Tesouro de Vix, conjunto arqueológico da época celta, foi levado durante o dia de um museu na região da Borgonha.
Os episódios ocorreram meses depois do assalto ao Louvre, em Paris, quando oito joias da Coroa da França foram roubadas. As peças continuam desaparecidas.
Diante da sequência de crimes, o Ministério da Cultura francês apresentou em julho um plano com 33 medidas de segurança. Entre as recomendações está a retirada temporária de algumas peças das vitrines até que as condições de proteção sejam reforçadas.
A medida busca proteger principalmente os objetos considerados mais vulneráveis, segundo o ministério.
*Com AFP
