Lavvi (LAVV3) lucra R$ 83 milhões no 2T26, queda anual de 30%; veja os números
A Lavvi Empreendimentos (LAVV3) reportou lucro líquido de R$ 83 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 30% em relação ao apurado no mesmo período de 2025. De acordo com o balanço divulgado na noite de quarta-feira (5), a receita líquida da construtora somou R$ 495,3 milhões entre abril e junho, expansão de […]

A Lavvi Empreendimentos (LAVV3) reportou lucro líquido de R$ 83 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 30% em relação ao apurado no mesmo período de 2025.
De acordo com o balanço divulgado na noite de quarta-feira (5), a receita líquida da construtora somou R$ 495,3 milhões entre abril e junho, expansão de 3% frente aos R$ 481,8 milhões registrados um ano antes e avanço de 33% versus o trimestre anterior (1T26).
Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 137 milhões, retração de 6% na base anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 27,7%, recuo de 2,6 pontos percentuais.
Ao fim de junho, a Lavvi apresentava dívida líquida de R$ 525 milhões, equivalente a um índice de dívida líquida sobre patrimônio líquido de 30,6%, ante 28,8% no trimestre passado.
Segundo a incorporadora, o aumento reflete principalmente o avanço das captações de financiamentos à produção (SFH), em linha com a evolução dos empreendimentos, além da apropriação de juros sobre as notas comerciais emitidas pela companhia.
“Mesmo com o aumento do endividamento no período, a administração entende que o índice de dívida líquida sobre patrimônio líquido de 30,6% permanece em patamar saudável e compatível com o estágio atual de crescimento e expansão das operações”, afirmou a empresa.
As despesas gerais e administrativas (G&A) totalizaram R$ 27 milhões no segundo trimestre, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.
“O aumento das despesas com pessoal reflete principalmente a ampliação do quadro de colaboradores para suportar o crescimento das operações. Adicionalmente, a linha de demais despesas foi impactada por gastos não recorrentes relacionados a indenizações a terceiros”, disse a Lavvi.
No 2T26, a incorporadora registrou consumo de caixa ajustado de R$ 28 milhões, desconsiderando o pagamento de dividendos. Na visão ex-terrenos, por outro lado, houve geração de caixa de R$ 72 milhões.
Desempenho operacional
Em termos operacionais, a companhia lançou, no segundo trimestre, a primeira fase do Jardim da Hípica, o maior empreendimento de sua história.
O projeto possui VGV (Valor Geral de Vendas) potencial de aproximadamente R$ 2,6 bilhões na visão 100%.
Lançado em abril, o Jardim da Hípica encerrou junho com R$ 565 milhões em vendas.
A empresa também colocou no mercado a primeira fase do Novvo Santa Marina, um empreendimento da marca Novvo, que é voltada ao segmento econômico, com VGV potencial de R$ 406 milhões.
Também lançado em abril de 2026, o empreendimento encerrou junho com 51% do VGV comercializado.
No 2T26, as vendas líquidas contratadas pela incorporadora totalizaram R$ 875 milhões na visão 100%, contra R$ 781 milhões um ano antes.
Desse montante, 87% foram provenientes da marca Lavvi, focada nos segmentos médio e alto padrão, enquanto 13% foram da marca Novvo.
Os distratos, por sua vez, somaram R$ 122 milhões no trimestre, correspondentes a 123 unidades. Segundo a companhia, os cancelamentos na marca Lavvi estão pulverizados entre os empreendimentos, sem concentração em nenhum projeto específico.
“Os casos registrados tiveram como principal razão o endividamento e dificuldades financeiras enfrentadas pelos clientes, refletindo o cenário macroeconômico difícil”, disse a empresa.
Ao final de junho, o estoque a valor de mercado da construtora somava R$ 3,1 bilhões, o equivalente a 2.033 unidades.
