Leilão de OPA da Brava (BRAV3) ocorre nesta quarta (5); o que muda para o investidor?
Após alguns enroscos, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que paralisou o processo, a Ecopetrol, a estatal colombiana, irá realizar sua OPA (oferta pública de ações) para comprar 116,1 milhões de ações da Brava (BRAV3), ou 25% do capital social. Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), […]

Após alguns enroscos, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que paralisou o processo, a Ecopetrol, a estatal colombiana, irá realizar sua OPA (oferta pública de ações) para comprar 116,1 milhões de ações da Brava (BRAV3), ou 25% do capital social.
Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), a estatal colombiana passará a deter aproximadamente 51% da companhia, caso a oferta seja bem-sucedida.
A Ecopetrol ofereceu R$ 23 por ação para adquirir a fatia. Como já comprou uma participação de cerca de 26% de acionistas de referência, a companhia passará a deter o controle da petroleira caso a oferta alcance a quantidade mínima de ações necessária.
O processo chegou a ser suspenso pela CVM para ajustes no edital, mas foi retomado após a reapresentação do documento. Com isso, o leilão foi remarcado para esta quarta-feira, enquanto a liquidação financeira está prevista para o dia 17 de agosto.
O que muda para o investidor?
Para quem já é acionista da Brava, o principal ponto é a decisão entre aderir ou não à oferta. Quem optar por vender seus papéis receberá R$ 23 por ação, desde que a operação seja concluída nos termos previstos, um prêmio de 21% em relação ao fechamento da última terça-feira (4).
Já quem decidir permanecer como acionista continuará sócio da companhia, que poderá passar a ter a Ecopetrol como controladora. Nesse cenário, a Brava seguirá listada na B3, mas com uma nova estrutura de controle e, possivelmente, uma estratégia diferente para seus ativos e investimentos.
O conselho de administração da Brava recomendou que os acionistas aceitem a oferta, ressaltando que a decisão deve levar em consideração as circunstâncias e objetivos de cada investidor.
Em relação aos contratos, a companhia afirma não ter identificado impactos relevantes decorrentes da mudança de controle.
A única exceção é a arbitragem iniciada pela Westlawn Energia Brasil sobre o contrato de operação conjunta dos campos de Atlanta e Oliva. Segundo o conselho, o processo está em estágio inicial e ainda não é possível prever seu desfecho.
Ação cai
Nos últimos dias, as ações da companhia chegaram a negociar abaixo do preço da OPA, refletindo dúvidas do mercado sobre o nível de adesão à oferta e os riscos de execução da operação.
Em relatório divulgado anteriormente, o Safra afirmou que, após a mudança de controle da Brava, ainda deve haver incertezas sobre a estratégia da companhia, o que pode limitar o desempenho das ações até que essas dúvidas sejam esclarecidas.
O Safra mantém recomendação neutra para a Brava por entender que a geração de caixa da companhia deve continuar pressionada no curto prazo, em razão do elevado nível de investimentos (capex) e dos desembolsos relacionados ao earn-out.
Ainda assim,parte dos analistas avaliou que o desconto em relação ao preço oferecido poderia representar uma oportunidade para investidores dispostos a apostar na conclusão do negócio.
