Leilão do pré-sal negocia 7 áreas para Petrobras, Prio, Equinor, Galp, Sinopec e CNOOC
Sete blocos exploratórios de petróleo e gás no pré-sal foram arrematados nesta quarta-feira por empresas como Petrobras, Prio Forte, Equinor, Galp, Sinopec e CNOOC, em leilão que não registrou disputas, de acordo com resultados apresentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Seis blocos ofertados, contudo, não tiveram interesse, já que o […]

Sete blocos exploratórios de petróleo e gás no pré-sal foram arrematados nesta quarta-feira por empresas como Petrobras, Prio Forte, Equinor, Galp, Sinopec e CNOOC, em leilão que não registrou disputas, de acordo com resultados apresentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Seis blocos ofertados, contudo, não tiveram interesse, já que o mercado considera que grande parte dos blocos do pré-sal com potenciais maiores já foi comercializada pelo governo brasileiro.
Diante disso, companhias têm optado por arrematar áreas próximas a locais onde já operam, como forma de aproveitar conhecimentos adquiridos na região e ainda possíveis sinergias para a exploração. Essa situação acaba gerando menos disputas no leilão, indicaram executivos após certame.
O leilão resultou em uma arrecadação de R$530,47 milhões em bônus fixos de assinatura à União, que também levou dos arrematantes o direito de parte do petróleo a ser produzido no futuro. O investimento exploratório previsto nas áreas somou R$778,43 milhões, de acordo com o balanço apresentado pela ANP.
O presidente da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), empresa que representa a União nos contratos de partilha de produção no pré-sal, Luis Paroli, ressaltou que houve um recorde de áreas arrematadas em um mesmo leilão do pré-sal.
“Foi muito positivo o leilão, é um recorde, na verdade; nunca aconteceu de sair sete áreas no mesmo leilão. É um recorde para partilha e também os ágios foram muito bons, então a nossa avaliação é que foi um grande sucesso”, disse o executivo a jornalistas, após o certame.
Paroli pontuou ainda que o Brasil tem áreas com potencial “gigantesco” no pré-sal, se comparado com o mundo. Porém ponderou que há necessidade de que sejam campos grandes para que sejam viabilizados economicamente, já que estão em águas ultraprofundas.
Dessa forma, as empresas acabam mais interessadas em áreas próximas de onde elas já operam e, assim, os investimentos necessários se tornam menores pela sinergia.
“Hoje, como a gente não tem aqueles grandes campos, as pessoas que estão próximas ali, que já têm o FPSO funcionando… talvez o potencial não seja para ‘standalone’, não seja suficiente, mas para um ‘tieback’ funciona e funciona muito bem, e dá uma margem muito boa. O que explica também os ágios”, disse Paroli.
Resultados
A operação com maior ágio da rodada foi registrada no bloco Rodocrosita, na Bacia de Santos, arrematado por consórcio formado pela norueguesa Equinor e a portuguesa Galp. O lance vencedor ofereceu excedente em óleo de 15,52% para a União, um ágio de 494,64% ante o percentual mínimo previsto.
O bloco Rodocrosita fica próximo ao campo de Bacalhau, também operado pela norueguesa, ressaltou a vice-presidente de Gestão de Ativos da Equinor no Brasil, Leticia Andrade, a jornalistas.
“É uma área que a gente já conhece ou está conhecendo cada vez mais, conforme a produção do campo (de Bacalhau) vai avançando. E aí, existe sempre uma possibilidade de potencial sinergia, potencialmente entre Rodocrosita e Bacalhau”, disse a executiva.
Já em Rubi, também arrematado pela Equinor na Bacia de Santos, “existe uma possibilidade de ser um desenvolvimento independente”, disse a executiva, pontuando que ainda é “muito cedo” para dizer. “Agora, dada a vitória, vamos fazer as análises para decidir que rumo tomar.”
A Petrobras arrematou os blocos Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos, oferecendo percentuais de excedente em óleo de 30,0% e 15,27%, respectivamente.
Os ágios em relação ao excedente mínimo de óleo alcançaram 139,81% em Azurita e 8,07% em Cruzeiro do Sul, segundo dados da ANP.
A brasileira Prio foi a vencedora dos blocos Magnetita e Hematita, ambos na Bacia de Campos. Em Magnetita, a empresa ofertou excedente em óleo de 32,8% para a União, com ágio de 132,79%, enquanto em Hematita apresentou proposta de 7,18%, equivalente a ágio de 315,03%.
Os blocos adquiridos pela Prio são localizados ao norte da Bacia de Campos, próximos aos campos da companhia de Wahoo e Frade, disse a empresa em comunicado.
“A companhia avaliará os recursos prospectivos dos blocos, que em caso de sucesso poderão ser objeto de desenvolvimento através de ‘tieback’ ao FPSO Valente, localizado no campo de Frade”, disse a Prio.
O bloco Jade foi vencido pelo consórcio formado pelas chinesas CNOOC e Sinopec, com oferta de 18,2% de excedente em óleo para a União, representando ágio de 65,76%.
Já o bloco Rubi foi arrematado pela Equinor Brasil, com oferta de 25,02% de excedente em óleo e ágio de 91,72%.
Os blocos Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita não receberam oferta.
