Líbano registra 3,6 mil mortes desde o início da ofensiva de Israel

O número de mortos no Líbano subiu neste sábado, 6, para quase 3,6 mil desde que começou a ofensiva de Israel no país, há três meses, sem que, até o momento, haja algum sinal de desescalada, apesar do cessar-fogo negociado nesta semana nos Estados Unidos.
Desde o dia 2 de março até hoje, o número total de mortos subiu para 3.593 e o de feridos para 10.990, informou o Centro de Operações de Emergência Sanitária, vinculado ao Ministério da Saúde libanês, em uma breve nota reproduzida pela agência de notícias ANN.
Israel continuou atacando ao longo deste sábado diferentes pontos do sul do Líbano, deixando vários mortos, entre eles três membros do Exército libanês - um general de brigada, um capitão e um soldado - em um ataque aéreo que teve como alvo um veículo militar na rodovia Kfar Tebni-Khardali, em Nabatieh.
O incidente provocou reações de condenação e rejeição por parte do governo libanês, do Hezbollah e de países árabes, que o consideraram uma escalada perigosa e uma violação da soberania do Líbano, já que o Exército do país não participa do conflito entre o grupo xiita e Israel.
O bombardeio mais grave de hoje deixou pelo menos seis mortos e quatro feridos e teve como alvo a cidade de Al Saksakiyah, localizada em Sidon, segundo informou a agência estatal.Além disso, um bombardeio israelense contra um carro na rodovia Deir Zahrani, no distrito de Nabatieh, resultou na morte de um jovem.
Enquanto isso, no distrito de Tiro, um ataque atingiu uma motocicleta na zona de Abbasieh, causando uma morte; e outro teve como alvo um veículo na área de Jouaiya, provocando mais uma morte e um ferido.
Por fim, uma equipe de paramédicos sofreu ferimentos leves enquanto realizava seus trabalhos de busca e avaliação de vítimas após o primeiro ataque na cidade de Ansariyah (Sidon).
Por sua vez, o Hezbollah realizou vários ataques e operações no sul do Líbano durante o dia em resposta às "violações israelenses" do cessar-fogo, indicou o grupo. Essas ações se concentraram principalmente contra posições israelenses nos distritos do sul, como Nabatieh, Marjayoun, Bint Jbeil e Tiro.
Líbano e Israel fecharam na quarta-feira, 3, um acordo de cessar-fogo condicionado ao fim dos ataques e da presença do grupo xiita, um aliado do Irã que já rejeitou a proposta e voltou a pedir às autoridades locais que abandonem as negociações.
