Lojas Renner (LREN3): BlackRock eleva participação na varejista
A Lojas Renner (LREN3) informou ao mercado nesta quinta-feira (22) que recebeu correspondência da BlackRock sobre a aquisição de participação acionária na companhia. Em 19 de outubro de 2026, a gestora passou a deter 101.573.795 ações ordinárias de emissão da varejista, representativas de aproximadamente 10,088% do total de ações ordinárias e 13.736.247 instrumentos financeiros derivativos […]

A Lojas Renner (LREN3) informou ao mercado nesta quinta-feira (22) que recebeu correspondência da BlackRocksobre a aquisição de participação acionária na companhia.
Em 19 de outubro de 2026, a gestora passou a deter 101.573.795 ações ordinárias de emissão da varejista, representativas de aproximadamente 10,088% do total de ações ordinárias e 13.736.247 instrumentos financeiros derivativos com liquidação financeira referenciados em ações ordinárias, representando cerca de 1,364% do total de ações ordinárias emitidas pela Renner.
De acordo com o comunicado da BlackRock, o objetivo da alteração na participação societária é exclusivamente de investimento, sem intenção de alterar o controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia.
“A BlackRock não detém debêntures conversíveis em ações de emissão da companhia e não foram celebrados, pela BlackRock, quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela companhia”, diz a gestora.
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Varejo de moda está barato?
Em relatório recente, a XP Investimentosatualizou as estimativas para o setor de vestuário, de olho na continuidade de pressão sobre o consumidor, clima volátil e concorrência com nomes internacionais pesando sobre as vendas no terceiro trimestre do ano.
Na leitura dos analistas Pedro Caravina e Laryssa Sumer, as margens brutas devem apresentar maior resiliência do que a receita, enquanto os ganhos de margem em 2027 devem vir cada vez mais da execução, e não de preços.
Apesar da expectativa de um segundo semestre mais fraco, os analistas permanecem construtivos, uma vez que o setor negocia abaixo de seus múltiplos históricos. Além disso, um potencial ciclo de flexibilização monetária deve aliviar gradualmente tanto o orçamento das famílias quanto o custo de capital, ponto apontado como o principal gatilho para um re-rating.
Diante desse cenário, os analistas da XP mantêm as recomendações de compra para Lojas Renner (LREN3), com preço-alvo de R$ 18, para C&A (CEAB3), com preço-alvo de R$ 17, e para a Riachuelo (RIAA3), com preço-alvo de R$ 14.
