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Sacre Investimentos
Exame INACS
11/08/2026
4 min

Lucro do BTG Pactual cresce 23% no 2º trimestre e bate recorde de R$ 5,1 bilhões

Receitas registraram R$ 10,4 bilhões no trimestre, alta de 16% em um ano

Lucro do BTG Pactual cresce 23% no 2º trimestre e bate recorde de R$ 5,1 bilhões

O BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões entre abril e junho, alta de 23% na comparação anual e acima dos R$ 4,8 bilhões registrados nos primeiros três meses do ano.

As receitas também foram as maiores da história: R$ 10,4 bilhões, crescimento de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025.

“Seguimos comprometidos com um crescimento disciplinado, pautado pela excelência na execução, pela inovação e por uma gestão rigorosa de riscos. Agradeço aos nossos clientes pela confiança no BTG Pactual e a todos os nossos colaboradores pelo empenho e dedicação, fundamentais para continuarmos gerando valor aos nossos stakeholders”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

O trimestre foi marcado por incertezas no cenário geopolítico, oscilações nos preços de energia e dúvidas sobre a trajetória dos juros, com reflexos sobre dólar, bolsa e a disposição dos investidores para tomar risco. Ainda assim, o retorno ajustado sobre o patrimônio (ROAE) ficou em 26,7%, praticamente estável em relação aos 26,6% registrados no primeiro trimestre.

Menos IB, mais crédito

Investment Banking, que inclui emissões de dívida e ações, foi uma das áreas que sentiram a mudança de ambiente. A receita caiu para R$ 421,4 milhões, ante R$ 628 milhões no primeiro trimestre.

A desaceleração acompanhou a menor colocação de títulos de dívida no mercado. O primeiro trimestre havia sido marcado por uma atividade mais forte, tanto de emissores quanto de investidores.

O desempenho mais fraco de IB, porém, foi compensado por outras áreas.

Corporate Lending e Business Banking (crédito para empresas) alcançou receita recorde de R$ 2,5 bilhões, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. A carteira de crédito cresceu 21% na mesma comparação.

Consumer Finance & Banking (crédito ao consumidor) foi ainda mais longe. A receita chegou a R$ 1,5 bilhão, crescimento de 37% em apenas três meses. A carteira da vertical alcançou R$ 78,2 bilhões, alta de 6,2% no trimestre, puxada principalmente pelo avanço do consignado privado.

Também entrou nessa conta a Meu Tudo, plataforma de crédito consignado privado. O BTG concluiu em abril a aquisição de uma participação de 48% na plataforma e passou a consolidar o investimento nos resultados da vertical neste trimestre.

Menos risco, mesma receita

Sales & Trading (compra e venda de ativos financeiros) registrou R$ 1,9 bilhão em receitas, praticamente mantendo o nível do primeiro trimestre. O Value at Risk (VaR), medida usada para estimar a exposição do banco a perdas de mercado, caiu de 0,32% no primeiro trimestre para 0,22% entre abril e junho. 

Asset Management (gestão de investimentos) teve receita de R$ 793,5 milhões, alta de 27% em um ano, e captou R$ 29,4 bilhões líquidos no trimestre. Os ativos sob gestão e administração chegaram a R$ 1,4 trilhão, crescimento de 25% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Wealth Management (gestão de patrimônio para pessoas físicas de alta renda) e Personal Banking captou outros R$ 29,1 bilhões. A receita ficou em R$ 1,4 bilhão, alta de 17% na comparação anual, embora tenha recuado ligeiramente em relação ao primeiro trimestre.

Somadas, as duas plataformas encerraram junho com R$ 2,7 trilhões em ativos sob gestão e administração e captação líquida de R$ 58,5 bilhões no trimestre.

A conta da diversificação

No primeiro semestre, o BTG acumulou R$ 20,4 bilhões em receitas, crescimento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 10 bilhões, avanço de 31%.

Para a segunda metade do ano, a expectativa interna é de um ambiente um pouco menos volátil, com juros mais baixos e dólar mais comportado. O calendário eleitoral deve adicionar alguma incerteza, mas não é visto, neste momento, como uma variável capaz de alterar significativamente a trajetória dos negócios.

Nas demais linhas, a aposta continua sendo a mesma que sustentou os números do segundo trimestre: crescer a base de clientes e ganhar participação de mercado.

Mesmo com a expansão do balanço, os indicadores de capital permaneceram robustos. O índice de Basileia encerrou junho em 16%, o LCR ficou em 160,3% e a base de funding alcançou R$ 405 bilhões, alta de 32% em um ano.

AutorPedro Gil
FonteExame
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