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Sacre Investimentos
Mundo
30/06/2026
3 min

Lula anuncia US$ 100 milhões anuais para fundo de convergência do Mercosul

Lula anuncia US$ 100 milhões anuais para fundo de convergência do Mercosul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira, 30, que o Brasil ampliará sua participação no Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), mecanismo financeiro criado para reduzir as desigualdades entre os países do bloco. A proposta prevê um aporte de US$ 100 milhões por ano durante dez anos.

O anúncio foi feito durante o discurso de abertura da LXVII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, realizada em Luque, no Paraguai.

"Estamos prontos para lançar o Focem 2 e aumentar a contribuição brasileira com um aporte de US$ 100 milhões anuais ao longo de uma década", declarou o presidente.

Ao mencionar os resultados do fundo desde sua criação, em 2004, o presidente afirmou que o Focem "já financiou" mais de mil quilômetros de rodovias, 680 quilômetros de ferrovias, 750 quilômetros de linhas de transmissão de energia elétrica e 100 quilômetros de redes de saneamento básico.

Para Lula, "Na atual conjuntura, oMercosul é uma necessidade estratégica", reforçando a defesa da integração regional por meio da união aduaneira.

Relações comerciais do Mercosul com o Japão

O presidente também destacou que a cúpula marcará o lançamento de uma nova parceria econômica entre o Mercosul e o Japão. Segundo ele, "em breve" o mesmo deverá ocorrer com a China, como parte da estratégia de aproximação do bloco "com os mercados mais dinâmicos do planeta".

Durante o pronunciamento, Lula citou ainda o processo de adesão da Bolívia ao Mercosul. O presidente afirmou que a entrada do país no grupo, atualmente composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, representa "mais um passo para reduzir as assimetrias".

A ampliação da contribuição brasileira ao Focem já havia sido antecipada na segunda-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante reunião realizada em Assunção. O compromisso foi oficializado por Lula na sessão com os chefes de Estado do Mercosul.

A decisão modifica uma proposta anterior que previa reduzir o orçamento anual do fundo para cerca de US$ 30 milhões. A iniciativa havia encontrado resistência de Paraguai e Uruguai.

Ao defender o fortalecimento do bloco, Lula afirmou que o Mercosul "permanece como o principal espaço institucional em uma região cada vez mais polarizada" e acrescentou que a integração deve ser preservada "acima de qualquer divergência ideológica".

O presidente também declarou: "Não podemos subestimar o valor das nossas conquistas. Nem sempre avançamos na velocidade que desejamos, mas o Mercosul permanece como o principal espaço institucional em uma região cada vez mais polarizada".

União entre as nações

Na parte final do discurso, Lula voltou a defender a atuação conjunta dos países do bloco. Segundo ele, é necessário "atuar como bloco" porque "nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes".

A programação da cúpula desta terça-feira inclui a transferência da presidência temporária do Mercosul do Paraguai para o Uruguai, discussões sobre a implementação do acordo entre o bloco e a União Europeia (UE) e a ausência do presidente da Argentina, Javier Milei.

AutorMateus Omena
FonteExame
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