Lula discursa no G7 e deve criticar tarifaço dos EUA contra produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira, 16, do segundo dia da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Durante o encontro, o petista deve defender o multilateralismo e criticar medidas protecionistas, em meio à ameaça dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Embora o Brasil não faça parte do grupo formado pelas maiores economias do mundo e pela União Europeia, Lula foi convidado pelo governo francês para participar das discussões. A expectativa é que o presidente use seu discurso para se posicionar contra o aumento de barreiras comerciais e reforçar a defesa de um desenvolvimento global mais equilibrado.
A viagem ocorre poucos dias após os Estados Unidos divulgarem uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que recomendou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Aliados do presidente afirmam que Lula pretende apresentar o Brasil como representante dos interesses do chamado Sul Global e criticar políticas que enfraquecem o comércio internacional. Apesar da presença do presidente americano Donald Trump no evento, não há reunião bilateral prevista entre os dois líderes.
Ainda assim, integrantes do governo não descartam uma conversa informal nos bastidores da cúpula, como ocorreu durante um encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado.
Encontros com líderes internacionais
Além das atividades do G7, Lula tem reuniões bilaterais previstas durante a viagem. Nesta terça-feira, o presidente se encontrará com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, em agenda voltada ao fortalecimento das relações econômicas entre os dois países.
Na segunda-feira, Lula já havia se reunido com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, para discutir temas como inteligência artificial e minerais críticos. O presidente brasileiro também conversou com o anfitrião da cúpula, o presidente francês Emmanuel Macron, sobre o cenário econômico internacional.
A participação no G7 faz parte da estratégia do governo brasileiro de ampliar o diálogo com parceiros internacionais em meio às tensões comerciais com Washington e à busca por novos mercados para exportações brasileiras.
*Com O Globo
