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PolíticaMPOL
16/09/2026
3 min

Lula diz a pastores que vermelho do PT é ‘sangue de Cristo’, barba é alusão a Jesus e Trump é ‘amigo’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a pastores evangélicos brasileiros e dos Estados Unidos que a cor vermelha do PT é uma alusão ao sangue de Jesus Cristo, enquanto que a barba que ele utiliza também é uma referência ao Filho de Deus. A reunião com os líderes religiosos ocorreu nesta quarta-feira […]

Lula diz a pastores que vermelho do PT é ‘sangue de Cristo’, barba é alusão a Jesus e Trump é ‘amigo’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a pastores evangélicos brasileiros e dos Estados Unidos que a cor vermelha do PT é uma alusão ao sangue de Jesus Cristo, enquanto que a barba que ele utiliza também é uma referência ao Filho de Deus. A reunião com os líderes religiosos ocorreu nesta quarta-feira (16).

“Passei anos tendo que explicar a cor da bandeira do meu partido, eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira. Depois, questionaram a estrela do meu partido, e passei a vida inteira mostrando que os grandes navegadores da história da humanidade utilizavam a estrela como guia para atravessar os mares. Depois, passei a explicar a minha barba. Por que eu tinha barba? Eu falava que Jesus Cristo era barbudo”, disse o presidente.

Durante a reunião com os pastores, Lula declarou que se recusa a falar de política em igrejas e que o tema deve ser tratado apenas nas ruas em comícios. O presidente disse que a religião é “sagrada” e que ele respeita as crenças de todos os brasileiros.

“Eu respeito muito o compromisso individual que cada pessoa tem com Deus. Então, não me convide para ir a uma assembleia fazer um comício que eu não vou. Não vou nem da católica, nem da evangélica. Eu respeito a fé das pessoas. Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua, mas na igreja eu não faço”, disse o presidente.

O presidente voltou a dizer que ele é o ser humano em que Deus tenha sido mais generoso, citando a infância dele em Pernambuco, a ida para São Paulo e as vitórias dele para a Presidência da República.

Os gestos de aproximação de Lula aos evangélicos ocorrem enquanto as pesquisas de intenção de voto mostram um crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os evangélicos.

Trump amigo

No encontro, Lula chamou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de “amigo” e disse que o alertou para que não tente fazer nenhuma interferência durante as eleições brasileiras. Lula disse que “daqui a 19 dias esse País vai decidir que tipo de regime ele quer” e “que tipo de governo ele quer”.

“O povo brasileiro é soberano. Eu já disse inclusive ao meu amigo Trump, não se meta nas eleições brasileiras, que esse é um problema do povo brasileiro. E não duvide das urnas brasileiras. A prova mais contundente que eu tenho de que a urna brasileira é a mais séria do mundo é que se ela pudesse roubar, o Lula não seria presidente da República três vezes”, afirmou o presidente.

Lula disse que “o pobre não é levado a sério” e “não é respeitado”. Afirmou que “só tem um dia que o pobre tem muito valor, o dia da eleição”.

“Depois da eleição, o pobre volta a ser pobre. Você não vê ninguém falando mal de pobre no dia da eleição. A pessoa fala mal de banqueiro, fala mal de empresário, fala mal de todo mundo. Mas de pobre não fala. Mas depois da eleição, volta a almoçar com o banqueiro, jantar com o empresário. E o pobre quer esquecimento outra vez. O dia que o povo pobre tiver consciência e começar a votar nas pessoas do mundo dele, possivelmente a gente faça como aconteceu na África do Sul”, declarou.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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