Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
Com os riscos eleitorais no radar, esse é o momento de proteger sua carteira, e os analistas consultados pelo Seu Dinheiro indicam o caminho

O eleitorado brasileiro sobreviveu ao primeiro turno das eleições. No domingo (4), as urnas confirmaram uma nova etapa da disputa pelo Palácio do Planalto: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltarão a se enfrentar no segundo turno, no fim deste mês.
Faltam apenas 21 dias para a próxima votação, mas, se a campanha até aqui serviu de indicação, ainda há espaço para reviravoltas. A disputa foi marcada por turbulências do caso do Banco Master, pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e até pela polêmica envolvendo o título da Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
Por isso, até lá, a única certeza é a incerteza. Novos acontecimentos ainda podem mexer com o cenário eleitoral — e, de quebra, mexer com o seu bolso.
O mercado busca sinais de que o próximo governo adote uma política fiscal mais rígida, o que poderia favorecer os ativos de renda variável. Um cenário contrário, no entanto, poderá pesar no desempenho da bolsa brasileira e na trajetória dos juros.
"Os mercados devem permanecer voláteis, sendo impactados pela eleição presidencial. A expectativa é de que aumentem os ataques, escândalos, boatos e acusações entre os dois candidatos. A decisão final terá impacto relevante na bolsa", afirmou os analistas do Andbank.
Com os riscos eleitorais no radar, esse é o momento de proteger sua carteira de investimentos. E como fazer isso melhor se não adicionando no portfólio uma ação vista como o "porto seguro"?
Considerada uma das empresas mais bem posicionadas para enfrentar o período das eleições, o Itaú (ITUB4) conquistou o pódio ao receber três recomendações entre as oito casas de análise e bancos consultados pelo Seu Dinheiro. Confira:
*Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras e bancos do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente compostas por até 10 ações, os analistas indicam seus três papéis favoritos. Com esse levantamento em mãos, selecionamos as ações que receberam pelo menos duas indicações.
Por que colocar ITUB4 na carteira antes do segundo turno
Considerado o maior banco privado do país, o Itaú é a ação favorita dos analistas do Santander no setor bancário.
"No atual ambiente do crédito, enxergamos o Itaú com histórico consistente de disciplina na concessão de empréstimos, rentabilidade estruturalmente superior e capacidade comprovada de sustentar retornos atrativos ao longo dos ciclos econômicos", avaliam em relatório.
Os analistas que recomendaram ITUB4 para este mês avaliam que os investidores tendem a migrar para ativos mais defensivos caso as condições macroeconômicas e de crédito permaneçam restritivas.
"O Itaú é a alternativa defensiva mais natural e pode se beneficiar de uma realocação de recursos atualmente investidos em outros bancos listados", disse o Santander.
Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, possui avaliação semelhante, com visão positiva para as ações do banco independente do cenário à frente.
"Enquanto vários concorrentes têm mostrado aumento de inadimplência e perdas com provisões, o Itaú segue mostrando muita solidez, mesmo em um ambiente difícil para o crédito", afirmou Hungria.
No balanço do segundo trimestre de 2026, o banco indicou que a inadimplência acima de 90 dias seguiu estável em 1,9%, enquanto a carteira concentrada em linhas com garantias registrou aumento. Além disso, o Itaú reportou lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões.
A instituição financeira ainda tem um guidance agressivo, que estabelece como meta dobrar a carteira de crédito de varejo em cinco anos. Segundo os analistas do Santander, o Itaú é um banco que normalmente cumpre suas projeções.
"Estamos atentos ao seu plano para 2030, apesar de não incorporarmos todas essas premissas na nossa tese", afirmaram.
O Santander tem preço-alvo de R$ 51 para as ações ITUB4. Na última sexta-feira (2), os papéis do banco fecharam próximos aos R$ 45.
