Lula quer tirar da mão da Presidência o poder de indicar ministros do STF, diz Edinho Silva
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou nesta terça-feira (6), em entrevista ao SBT News, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deseja tirar o poder de indicar ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) da Presidência da República e o entregar para a sociedade civil. A declaração faz parte de uma estratégia […]

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou nesta terça-feira (6), em entrevista ao SBT News, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deseja tirar o poder de indicar ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) da Presidência da República e o entregar para a sociedade civil. A declaração faz parte de uma estratégia do governo para escapar dos efeitos da crise institucional que assola a Corte.
“Ele acha que o modelo ideal tira da mão do presidente da República a indicação do ministro de Supremo. Ele acha que esse modelo que está aí não está funcionando e que tem que ter controle maior da sociedade civil sobre os ministros do Supremo e dos demais tribunais superiores”, declarou Edinho.
O presidente do PT afirmou que Lula também quer delimitar mandatos para os magistrados. “Ele entende que tem que ter tempo delimitado, não pode ser um período tão longo”, disse.
Segundo Edinho, Lula ainda não externalizou as propostas dele de forma concreta, pois ainda está sendo assessorado por juristas. Mesmo assim, os projetos devem ser tratados com os “nortes” já defendidos pelo petista.
A campanha à reeleição credita à crise no Supremo como uma das causadoras do desempenho ruim de Lula no 1º turno da eleição presidencial, em que ele foi pior em 25 estados do que em 2022 e ficou 2,3 milhões de votos atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em uma reunião com aliados na segunda-feira (5), em um hotel em Brasília, Lula disse que o governo está “pagando o preço da promiscuidade do STF”.
“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte”, declarou o presidente, numa referência às acusações de envolvimento de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
