Lula vs Flávio: Debate da Band tem ataques sobre famílias, Banco Master e privatizações em primeiro duelo do segundo turno
O primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band neste domingo (18), foi marcado por uma combinação de ataques pessoais, embates sobre investigações envolvendo familiares, discussões sobre o Banco Master e poucas oportunidades para aprofundar […]

O primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band neste domingo (18), foi marcado por uma combinação de ataques pessoais, embates sobre investigações envolvendo familiares, discussões sobre oBanco Mastere poucas oportunidades para aprofundar propostas de governo.
Logo no primeiro bloco, o confronto ganhou tom agressivo quando Flávio questionou Lula sobre declarações da empresária Roberta Luchsinger. O senador cobrou explicações sobre a relação da investigada com o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Lula respondeu que o caso é objeto de investigação da Polícia Federal e afirmou que não interfere em apurações envolvendo familiares.
O petista rebateu as críticas dizendo que seu filho abriu sigilos para investigação e acusou a família Bolsonaro de tentar proteger parentes. Em seguida, associou o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro a articulações nos Estados Unidos contra interesses brasileiros. Flávio voltou a cobrar respostas sobre Lulinha, ampliando o clima de confronto.
Outro dos momentos mais tensos ocorreu quando os candidatos passaram a discutir o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e supostas articulações financeiras. Flávio questionou reuniões realizadas por integrantes do governo com o empresário e citou operações ligadas à gestora Dark Horse. Lula reagiu dizendo que Vorcaro ganhou projeção durante o governo Bolsonaro e afirmou que as autoridades investigam irregularidades bilionárias envolvendo o banqueiro.
O embate ainda produziu um dos momentos de maior repercussão da noite. Após provocações entre os candidatos, Flávio ironizou o adversário ao afirmar que estava “sem carteira”, acrescentando que ela poderia ser roubada. A fala provocou reação da plateia e obrigou a mediação a intervir para restabelecer a ordem.
Quando o debate migrou para propostas, a saúde foi um dos poucos temas analisados com maior profundidade. Flávio prometeu levar ao SUS um padrão semelhante ao do Hospital Albert Einstein e afirmou que pretende nomear Claudio Lottenberg para o Ministério da Saúde em um eventual governo. Entre as medidas apresentadas, destacou a criação de um prontuário eletrônico nacional integrado e a ampliação da telemedicina.
Lula criticou a proposta, associou o adversário ao governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 e questionou se a ideia poderia representar um processo de privatização do SUS. O presidente afirmou que os bolsonaristas tiveram a oportunidade de governar e fracassaram na condução da saúde pública.
Na economia, Lula voltou a defender o fortalecimento das estatais, criticou privatizações realizadas nos últimos anos e afirmou que pretende expandir investimentos em setores como indústria naval e fertilizantes. O presidente argumentou que o Brasil tem condições de acelerar o crescimento econômico em um eventual novo mandato.
Já Flávio concentrou seu discurso na promessa de geração de prosperidade, redução do tamanho do Estado, fortalecimento da segurança pública e ampliação da renda das famílias. O senador também criticou os gastos do governo federal e acusou Lula de fazer promessas que não seria capaz de cumprir.
As considerações finais resumiram o clima do encontro. Lula destacou a defesa da democracia, exaltou seu histórico econômico e voltou a atacar privatizações. Flávio respondeu afirmando que pretende colocar o cidadão “no centro do governo”, reforçou promessas para segurança pública e pediu apoio dos eleitores na reta final da campanha. O encerramento foi marcado por novas interrupções da plateia e sucessivos pedidos de ordem da mediadora
